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Energia
Usina solar deve ser implantada no Seridó potiguar até setembro
Irradiação solar nos municípios de Caicó, Parelhas e Ouro Branco é atrativo
Redação
15/06/2020 | 10:20

Cenário de sol e poucas nuvens está começando a se transformar em solução para um outro problema no Seridó potiguar: o da energia solar. O sertanejo seridoense conviveu com a estiagem quase sete anos seguidos até o ano passado. Foi a maior seca dos últimos 50 anos. Visando esse perfil, uma equipe técnica da Tecfasa Brasil esteve no fim de semana visitando o Seridó, onde pretende implantar usina solar com tecnologia 100% Europeia. De acordo com o tecnólogo Fernando Araújo, diretor da Tecfasa Brasil, a ideia é fazer cinco usinas, com investimento total de R$ 50 milhões.

O sol a pino que castiga os sertanejos e seca também tem um fator positivo. O mapa de potencial solar do Rio Grande do Norte aponta regiões como o Seridó e o Alto Oeste Potiguar como áreas de insolação máxima.

“Em visita ao Seridó, o sentimento foi muito positivo onde a irradiação solar, vibrações positivas e fator humano da região sugerem que o local é ideal para a execução do projeto. Acredito que será a ‘ponta de um iceberg’ das usinas que iremos executar em todo país”, disse Fernando Araújo que esteve em Parelhas e Ouro Branco visitando potenciais locais onde serão implantadas as usinas. Também vem sendo estudado o município de Caicó.

A energia solar conta com recursos inesgotável e não poluente: o sol. Por isso hoje, é a opção mais rentável para gestão de energia, atrelando sustentabilidade e economia. “Próxima semana inicia o processo com concessionária de avaliação das redes no local, e o processo burocrático da liberação recursos. De acordo com as previsões, o início está previsto para setembro. A Tecfasa Brasil prevê 50 empregos diretos e movimentos na economia seridoense com hotelaria e alimentação”, frisa o tecnólogo Fernando Araújo.

Um dos incentivadores da ideia de levar para o Seridó, o empresário Denis Rildon ressalta a importância do projeto para alavancar a economia potiguar e também emprego e renda. “Pra uma boa geração solar, nós precisamos basicamente de duas coisas: a irradiância solar forte, muito sol e poucas nuvens como tem em Ouro Branco e Parelhas, por exemplo. O setor de energia solar fotovoltaica cresceu 175% em um ano no Rio Grande do Norte e a estimativa é que em 2040 só a energia do sol vai representar 32% da matriz energética brasileira”, afirmou o empresário, que é filho da região.

Hoje, o Rio Grande do Norte conta com 56% dos municípios com pelo menos um sistema fotovoltaico. Esse percentual é o terceiro maior do Nordeste, ficando somente atrás do Ceará, com 76,6% e de Pernambuco com 68,5% de acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O Banco do Nordeste oferece crédito para financiar até 100% do sistema de micro e mini geração distribuída de energia, a partir de fontes renováveis do FNE Sol.

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