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Inovação
UFRN desenvolve tecnologia que oferece maior eficiência em processos industriais
Professor da instituição diz que o controlador possui a mais ampla estrutura utilizada na indústria, porém com a vantagem de reduzir a complexidade do cálculo
Redação
24/01/2020 | 14:18

Uma tecnologia desenvolvida na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), denominada Controlador PID não linear por modelo de referência, permite aumentar a eficiência de processos desde a agricultura, passando pelas empresas de alta tecnologia, indústria aeroespacial, automotiva, alimentar, têxtil e indústria médico hospitalar, até pequenas atividades da comodidade urbana como a automação residencial e principalmente nas atividades do futuro, como a Internet das Coisas (IoT) e a indústria 4.0.

Um dos cientistas autores da invenção, Samaherni Morais Dias, explica que o controlador PID não linear por modelo de referência é um sistema de controle automático para atuar no controle de processos industriais.

Diferenciando do atualmente existente, o professor da UFRN coloca que o controlador possui estrutura semelhante ao mais amplamente utilizado na indústria, porém com a vantagem de reduzir a complexidade do cálculo dos parâmetros utilizados e pelo fato de ser mais resistente às oscilações dos processos industriais.

“Não necessitar do conhecimento dos parâmetros do processo é também um grande avanço. Utilizando a abordagem tradicional, raramente o controlador fica em seu melhor ajuste, o que implica em perdas nos processos industriais”, pontuou Samaherni Dias que desenvolveu o invento no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecatrônica da UFRN.

Os pesquisadores citaram como exemplos de aplicação situações conexas ao controle de dispositivos hidráulicos, dispositivos pneumáticos e da manufatura, bem como, no controle de pistão pneumático ou hidráulico nas linhas de montagem das mais diversas indústrias.

A pesquisa resultou em um depósito de pedido de patente no mês de dezembro de 2019, o 31º da UFRN no ano, o que o igualou aos anos de 2017 e 2015 como períodos recordistas neste aspecto, segundo relatório da Agência de Inovação (AGIR) da UFRN.

De acordo com o diretor da Agência, Daniel de Lima Pontes, o invento passou por uma análise no que diz respeito a aspectos como novidade, capacidade inventiva, aplicação industrial e suficiência descritiva, necessários para a solicitação de patenteteabilidade.

“Inclusive com a reestruturação da AGIR, temos um setor especificamente para facilitar a transferência das tecnologias, o qual realiza atividades de planejamento e promoção de ações para estimular o licenciamentos de tecnologias da UFRN”, afirmou o diretor.

*Com informações da Agência de Inovação/UFRN

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