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Discussão

SMS e Ministério da Saúde discutem melhoria dos indicadores de mortalidade

Reunião serviu para discutir a vigilância do óbito, com o objetivo de melhorar a qualidade das informações e dos indicadores de mortalidade
Redação
14/08/2018 | 06:08

Representantes do Ministério da Saúde estiveram em Natal na última sexta-feira, 10, reunidos com a equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde e do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) para discutir a vigilância do óbito, com o objetivo de melhorar a qualidade das informações e dos indicadores de mortalidade. O Ministério da Saúde está disponibilizando uma nova ferramenta – Garbage – que está sendo testada em 60 municípios, no qual Natal está incluída, para discutir a ocorrência de óbitos cuja causa básica não está especificada. Técnicos da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) também participaram da reunião.

De acordo com dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), os códigos garbage correspondem a aproximadamente 30% das mortes ocorridas no país e, segundo investigações, do MS, em mais de 70% dos registros de óbitos, nas unidades hospitalares, ele não é especificado.

SMS e Ministério da Saúde discutem melhoria dos indicadores de mortalidade - Agora RN

Juliana Araújo, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, explica que a ferramenta tem o objetivo de identificar as causas genéricas de óbitos, como por exemplo a parada cardiorrespiratória, e detalhar essa causa. “Mas qual é a causa base dessa parada. Essa ferramenta tem o intuito de trabalhar essa declaração, para que possamos chegar na causa base dessa doença, para que possamos melhorar também o nosso perfil da mortalidade e, através da promoção à saúde e do controle desses agravos reduzir os índices de mortalidade. É a melhoria da informação para qualificar as nossas ações no controle e combate às doenças que estão causando as mortes no nosso município”.

Segundo a representante do Ministério da Saúde, Maria de Fatima Marinho, a taxa de 2016 não foi ainda finalizada, mas ela considera relevante observar os números absolutos quebrados por faixas, até porque houve uma redução atípica no número de nascimentos em 2016 – ano em que se multiplicaram os casos do vírus Zika.

A taxa de mortalidade infantil considera o número de mortos até um ano a cada mil nascidos vivos. Monitora-se ainda a taxa que se chama de mortalidade na infância, que considera o número de crianças de até 5 anos mortas a cada mil nascidos vivos.

“O número de mortes infantis, no geral, em 2016 cai, embora se reduza a velocidade de queda. No entanto, vemos que as mortes pós-neonatais [após 28 dias de nascido] e até 4 anos aumentam. Precisamos reforçar a vigilância e melhorar a informação”, observa ela.