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SMS conta com apenas 16 leitos para pacientes com transtornos mentais

Titular da SMS, Luiz Roberto Fonseca destaca que financiamento do setor é um grande desafio para que não falte as medicações psicotrópicas
Agora RN
16/05/2016 | 14:18

A Semana da Luta Antimanicomial de Natal foi aberta oficialmente nesta segunda-feira (16) com a participação do secretário municipal de Saúde, Luiz Roberto Fonseca. Durante o evento, realizado no auditório do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) Cidade Alta, pacientes e familiares falaram sobre a política de Saúde Mental no Estado e relatos e experiências obtidas com o atendimento na rede pública potiguar.

Luiz Roberto falou sobre a importância da reforma psiquiátrica para o sucesso do tratamento para os pacientes portadores de transtornos mentais ou doenças psicossociais, pessoas dependentes de álcool e outras drogas. E que é essencial a ampliação da oferta de centros de atenção psicossociais (Caps), residências terapêuticas e os centros de convivências.

Sms conta com apenas 16 leitos para pacientes com transtornos mentais

“Antes da reforma psiquiátrica, eles eram tratados de forma exclusivista e baseada na reclusão. Mas essa metodologia mudou drasticamente em seu conceito e na sua forma de pensar, sempre buscando a ressocialização, o envolvimento da família, o exercício pleno da capacidade de cada uma, a despeito de suas limitações impostas pela patologia ou mesmo pela segregação da sociedade”.

O secretário municipal disse ainda que o município tem trabalhado junto com o Ministério Público do Rio Grande do Norte, Ministério da Saúde e a equipe focal que tem a responsabilidade de sensibilizar, treinar os profissionais, para avançar em relação às conclusão das reformas, aberturas de leitos para os pacientes que precisam de estrutura hospitalar humanizada. E que, para isso, conta com o apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no Hospital Municipal de Natal, que possui cinco leitos e o Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), com 11 leitos exclusivos para Saúde Mental.

“Buscamos acelerar as reformas, a separação do Caps Infantil da parte de transtornos e o de álcool e drogas, um pleito antigo da população, a retomada das obras do Caps AD e um local definitivo para o Caps II Norte. São várias ações que culminarão também com a realização do concurso público, onde os psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, irão poder ter esse papel preponderante de destaque junto à população”.

Luiz Roberto Fonseca destacou também que outro desafio a ser vencido é a questão do financiamento, para que não falte as medicações psicotrópicas e para que o município consiga fazer uma distribuição continuada dessas substâncias aos pacientes dependentes destas.

“Essa semana tem uma importância fundamental para que a gente relembre aquele passado pregresso no qual os pacientes eram largados por suas famílias dentro de unidades como hospitais colonias e ali passavam anos, décadas de sua vida sem a menor possibilidade de exercício de sua cidadania. Que esse seja um passado que mereça ser lembrado para que nunca mais voltemos a ele”.