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Servidores públicos do RN vão lutar por um maior reconhecimento social
Este ano, o Dia do Servidor Público caiu justamente no segundo turno das eleições e como a renda média da categoria caiu 11% não houve o que comemorar, mas já existe uma pauta de reivindicações
Redação
29/10/2018 | 09:34

O dia do servidor público é comemorado no dia 28 de outubro. A data marca a regulamentação do trabalho do funcionalismo público promovida pelo então presidente Getúlio Vargas, em 1939, por meio do decreto federal 1713/39. Entretanto, 79 anos depois da medida, os representantes do segmento no Rio Grande do Norte dizem ter pouco a celebrar.

Segundo José Teixeira, atual coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Rio Grande do Norte (Sinte), a situação dos servidores públicos estaduais é bem difícil. Ele reclama da falta de reconhecimento da categoria pelo Governo do Estado. “Os servidores públicos passam por um momento crucial. Nós, da área da educação, realizamos uma greve para garantir o pagamento do piso salarial. Os servidores têm feito enfrentamentos constantes para amenizar o sofrimento. Não temos o que comemorar”, lamenta.

Para 2019, o representante do Sinte aponta para a importância do cumprimento do plano estadual de educação. “Os trabalhadores irão lutar pelo cumprimento do plano estadual. Queremos melhorias para as condições de exercício. Estamos preocupados com a conjuntura política para os próximos anos. Tememos um arrocho ainda maior da categoria”, diz.

O coordenador geral do Sindicato dos Servidores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde), Manoel Egídio da Silva Júnior, avalia que os trabalhadores do segmento precisam de melhores condições para o pleno exercício das funções. “Não temos o que comemorar no dia 28 de outubro. Atuamos com sobrecarga de trabalho, em locais insalubres, além da recorrente desvalorização dos salários. Temos servidores que atuam em mais de uma unidade de saúde”, relata.

O presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, cabo Roberto Campos, sinaliza para a falta de estrutura das unidades públicas de segurança do Estado. “O servidor público tem sido muito massacrado, muito cobrado por resultados, mas, infelizmente, as condições de trabalho são as piores possíveis. Hoje, o salário do soldado da PM potiguar é o pior salário do país. Além disso, nós trabalhamos em locais terríveis, sem qualquer estrutura, o que é muito desestimulante. Algumas bases não têm sequer um banheiro”, reclama.

Para Soraya Godeiro, coordenadora do Sindicato dos Servidores Públicos de Natal (Sinsenat), os trabalhadores municipais sofrem há quatro anos com a falta de reposição salarial. “Nossos direitos trabalhistas são desrespeitados. Não temos recomposição das perdas salariais. A defasagem, hoje, é de 35% dos vencimentos. O quadro é bem difícil. A Prefeitura do Natal não respeita o servidor público”, detalha.

Os servidores públicos de Natal aprovaram o indicativo de greve no último dia 25. A categoria pede a atualização da matriz salarial e progressão de níveis. Na segunda- -feira, 29, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte vai realizar uma audiência de conciliação entre a Prefeitura do Natal e o Sinsenat. “Dependendo da resposta negativa, nós faremos uma nova audiência para iniciar a greve”, diz. Há risco de uma greve ainda este ano.

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