O lixo e a poluição da água tem sido hoje um dos principais problemas que o rio Potengi vem enfrentando e para o professor e defensor ambientalista, Milton França, hoje basicamente o rio só está servindo para deságua de lixo, resíduos sólidos e outros materiais provenientes não só de Natal, mas de toda a região que o rio banha.
“Historicamente o rio tem sofrido muito com o efeito da deságua do lixo nas suas margens, principalmente com resíduos sólidos, que muitas vezes, acaba destruindo a vida aquática, matando peixes e dificultando o trabalho das pessoas que pescam na região”, disse.

Para o professor, o problema do Potengi hoje vai muito além do lixo. É preciso encontrar projetos para se fazer um melhor aproveitamento das potencialidades econômicas, sociais e pedagógicas que rio possui para, dessa forma, se pensar em alternativas de projetos de preservação ambiental.
“Já havíamos pensado em alguns projetos para um melhor reaproveitamento do rio, mas, o primeiro teve que ser alterado, porque previa mudanças onde havia fluxo comercial no porto. Então, pensamos em três projetos alternativos que desses, um está bem encaminhado e poderemos levar adiante”, comentou.
O principal projeto que está em andamento é o que fica localizado na Zona de Proteção Ambiental 7 (ZPA7) da Fortaleza dos Reis Magos, (localiza-se na zona Leste da capital, no bairro de Santos Reis, tendo como principal função proteger o campo dunar e mangue do rio Potengi, que fica perto da Fortaleza dos Reis e da Ponte Newton Navarro), tem como intuito preservar o mangue daquela região que onde acontece a desova de algumas espécies de tartarugas, como também desenvolver de uma melhor forma o potencial pedagógico esportivo da região.
“Temos o projeto de um parque multifuncional onde poderemos aproveitar as potencialidades naturais da região, o próprio sitio histórico do forte, como também desenvolver atividades esportivas naquela região”, finaliza.