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Eleições

Cadu ataca Allyson e Álvaro e eleva tom da disputa

Pré-candidato do PT afirmou que adversários carregam problemas de gestão e defendeu legado do governo Fátima Bezerra
Por O Correio de Hoje
28/04/2026 | 16:22

O ex-secretário estadual da Fazenda e pré-candidato do Partido dos Trabalhadores ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, endureceu o discurso contra seus principais adversários e colocou a qualidade das obras públicas no centro do debate eleitoral. Em entrevista à Rádio Universitária nesta segunda-feira 27, ele direcionou críticas diretas ao ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra e ao ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, afirmando que ambos carregam problemas de gestão.

“Um entrega a obra inacabada e o outro entrega a obra mal feita e superfaturada”, declarou, ao resumir sua avaliação sobre os dois concorrentes.

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Ex-secretário da Fazenda e pré-candidato ao Governo do RN Cadu Xavier (PT) - Foto: José Aldenir

A crítica foi reforçada com ataques mais detalhados, especialmente à gestão de Álvaro Dias em Natal. Cadu afirmou que o ex-prefeito “perde até a compostura quando vocês da imprensa perguntam sobre isso” e citou a obra da engorda de Praia de Ponta Negra como exemplo negativo. Ele relatou experiência pessoal no local. “Eu fui a Ponta Negra. Não quando está chovendo. Eu fui quando estava sol. E, sinceramente, gente, é desagradável. A praia não é mais um lugar agradável”, disse.

Segundo o pré-candidato, o problema vai além da execução da obra. “Eu fui lá com os meus filhos, com a minha noiva. É uma areia que parece que você está em um terreno baldio”, afirmou. Ele acrescentou que o comportamento da população confirma essa percepção. “O natalense não é bobo. As pessoas não estão indo mais para Ponta Negra pegar a praia.”

Cadu também voltou suas críticas a Allyson Bezerra, a quem chamou de “bolsonarista enrustido”, ao comentar o posicionamento político do adversário. No campo administrativo, acusou o ex-prefeito de Mossoró de ter elevado tributos municipais. “O IPTU de Mossoró é muito maior hoje do que era antes”, afirmou.

Ao tratar do tema impostos, disse que se sente confortável para o debate e desqualificou a crítica feita contra ele. “Essa crítica é tão superficial que eu vou ficar muito tranquilo para responder.”

O pré-candidato também comparou o momento atual de sua campanha ao início da gestão da governadora Fátima Bezerra, quando, segundo ele, havia previsões de fracasso que não se confirmaram. “No primeiro momento, tentaram dizer que não era eu, depois que a candidatura não tinha viabilidade, depois que não tinha apoio da classe política, e a gente está vencendo cada etapa”, afirmou.

Ele disse acreditar que chegará ao segundo turno e vencerá a eleição. “A gente vai chegar no segundo turno, e a gente vai vencer as eleições.”

Além do embate com adversários, Cadu destacou que sua candidatura se baseia em “compromisso, conteúdo, uma vida pública de ficha limpa e conhecimento do nosso Estado”. Auditor fiscal de carreira, ele afirmou ter 21 anos de serviço público e declarou que nunca foi alvo de investigações por mau uso de recursos públicos. “Nunca tive um processo, nunca a polícia bateu na minha casa, nunca o Ministério Público me investigou por mau uso de recursos públicos.”

O pré-candidato também defendeu o legado da gestão da governadora Fátima Bezerra, destacando que o governo criou o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi) e recuperou a competitividade das empresas no Estado. “É o governo que faz com que o Estado tenha mais cidadãos com carteira assinada do que em programas sociais.”

No campo eleitoral, afirmou que há um cenário de empate entre três candidaturas e que a disputa tende à polarização. “Há, sim, um grande empate triplo. A eleição vai se polarizar”, disse. Segundo ele, Álvaro representa o campo ligado a Flávio Bolsonaro e Allyson, embora não declare, também estaria nesse espectro. “Allyson esconde isso, mas ele também é um candidato de direita.”

Cadu também destacou o fortalecimento político de sua chapa, com a presença dos pré-candidatos ao Senado Samanda Alves e Rafael Motta, e disse que o grupo está mobilizado para a campanha de rua. “A gente está naquela disposição mesmo de ir para a rua, de estar com o povo”, afirmou.

Ele projetou ainda crescimento da base política, com expectativa de eleger quatro deputados federais e entre sete e oito estaduais, além de disputar as duas vagas ao Senado. “A gente vai para cima para fazer os dois senadores.”

Sobre alianças, afirmou que dialoga com partidos de centro e não descarta ampliação do arco político, mas descartou conversas com Partido Liberal e União Brasil.

Por fim, reforçou o tom combativo que deve marcar sua campanha. “Eu não tenho dúvidas de que eu estou pronto para esse debate com os opositores”, afirmou, indicando que o confronto direto com adversários será um dos eixos da disputa eleitoral.