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RN não atinge meta de vacinação determinada pelo Ministério da Saúde
Meta colocada pelo Governo Federal e pelo Ministério da Saúde foi de 95% de vacinados; estado potiguar alcançou 93,5% da cobertura contra poliomielite e 92,9% contra o sarampo
Agência Brasil
17/09/2018 | 15:50

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo e a Poliomielite atingiu a meta de imunizar 95% do público-alvo estabelecida pelo governo federal na maior parte do Brasil. No Rio Grande do Norte, contudo, as coberturas para poliomielite e sarampo alcançaram, respectivamente, 93,5% e 92,9%. Em Natal, a campanha de vacinação foi adiada até o dia 29 de setembro.

Outros nove estados também falharam em atingir a meta. Confira o levantamento preliminar do Ministério da Saúde.

POLIOMIELITE SARAMPO
População Doses Cobertura Doses Cobertura
RONDÔNIA 104.978 107.187 102,1 406.598 101,5
ACRE 63.573 58.265 91,7 58.286 91,7
AMAZONAS 304.907 284.884 93,4 295.878 97,0
RORAIMA 40.663 36.209 89,1 36.426 89,6
PARÁ 594.518 544.883 91,6 546.590 91,9
AMAPÁ 58.705 66.169 112,7 65.921 112,3
TOCANTINS 99.049 94.145 95,1 93.571 94,5
MARANHÃO 499.042 490.771 98,3 490.244 98,2
PIAUÍ 197.366 178.219 90,3 177.682 90,0
CEARÁ 509.183 505.916 99,4 504.852 99,2
RIO GRANDE DO NORTE 188.861 176.496 93,5 175.358 92,9
PARAÍBA 232.889 230.735 99,1 229.248 98,4
PERNAMBUCO 544.178 563.691 103,6 563.897 103,6
ALAGOAS 213.391 202.209 94,8 202.234 94,8
SERGIPE 133.395 135.258 101,4 135.249 101,4
BAHIA 849.361 786.924 92,7 787.701 92,7
MINAS GERAIS 1.027.305 989.018 96,3 986.869 96,1
ESPÍRITO SANTO 201.833 205.212 101,7 204.461 101,3
RIO DE JANEIRO 811.853 676.114 83,3 684.950 84,4
SÃO PAULO 2.202.964 2.093.412 95,0 2.077.357 94,3
PARANÁ 581.309 563.083 96,9 557.951 96,0
SANTA CATARINA 339.800 353.737 104,1 354.983 104,5
RIO GRANDE DO SUL 528.938 503.695 95,2 504.045 95,3
MATO GROSSO DO SUL 158.083 154.041 97,4 153.460 97,1
MATO GROSSO 202.216 193.587 95,7 193.082 95,5
GOIÁS 364.626 362.544 99,4 359.954 98,7
DISTRITO FEDERAL 160.292 141.098 88,0 140.283 87,5
TOTAL 11.213.278 10.697.452 95,4 10.687.130 95,3

Enquanto a média geral de vacinação contra sarampo foi de 95,3%, a de poliomielite ficou em 95,4%. No total, 21,4 milhões de doses foram aplicadas, beneficiando 10,7 milhões de crianças. O balanço foi divulgado nesta segunad-feira, 17, pelo Ministério da Saúde.

A campanha foi encerrada na sexta-feira, 14, depois de ter sido prorrogada pela pasta. Alguns estados e municípios, no entanto, mantêm a vacinação.

Os números do ministério mostram variações da cobertura vacinal entre estados. Quinze deles atingiram a meta para as duas vacinas. Já São Paulo e Tocantins alcançaram o índice mínimo de 95% somente na vacinação contra pólio.

O Rio de Janeiro foi a unidade federativa com o pior desempenho da campanha, com uma cobertura de 83,3% contra poliomielite e de 84,4% contra sarampo, taxas que poderão ser melhoradas, já que a Secretaria de Saúde do estado decidiu prorrogar a ação até o próximo sábado, 22. Na sequência, aparece o Distrito Federal, com 88% e 87,5%, respectivamente.

De acordo com o ministério, 1.180 municípios não alcançaram a meta estabelecida pelo governo e cerca de 516 mil crianças ainda não tomaram as vacinas contra as duas doenças. A única faixa etária que não chegou ao índice esperado foi o de crianças de 1 ano, cuja cobertura está em 88%. Na última terça-feira (11), a abrangência vacinal dessa faixa etária se encontrava em torno de 85%.

A orientação da pasta, este ano, era de que todas as crianças com mais de 1 ano e menos de 5 anos de idade recebessem doses das vacinas, inclusive se já tivessem sido imunizadas anteriormente. Caso a criança já tivesse sido vacinada, a nova dose serviria, portanto, de reforço.

A medida foi adotada em um contexto de surtos de sarampo no país, registrados no Amazonas e em Roraima e que foram relacionados à importação de uma variedade do vírus causador da doença. Segundo o governo federal, o genótipo do vírus (D8) que circula, hoje, no território brasileiro é o mesmo detectado na Venezuela, que enfrenta um alastramento da doença desde o ano passado.

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, destacou que o empenho da população e de profissionais de saúde foi fundamental para que se alcançassem os objetivos da campanha. “O sucesso da campanha é responsabilidade de todos que entenderam a importância de mantermos elevadas coberturas vacinais para evitar que doenças eliminadas voltem a circular no país, como tem acontecido com o sarampo. A vacina é a forma mais eficaz de proteger nossas crianças contra essas doenças”, afirmou.

O sarampo e a poliomielite são doenças infectocontagiosas que podem resultar em complicações graves para as crianças, podendo levar até a morte. Entre as sequelas da poliomielite estão, por exemplo, paralisia de membros inferiores e de músculos da fala e de deglutição, osteoporose e atrofia muscular. Já o quadro de pacientes com sarampo, por sua vez, pode evoluir para doenças como pneumonia.

Casos de sarampo

Boletim do Ministério da Saúde mostra que, até o dia 10 de setembro, 1.673 casos de sarampo haviam sido confirmados no Brasil. Do total, 1.326 foram confirmados no Amazonas, unidade federativa que soma, ainda, 7.738 ocorrências em investigação. No Amazonas, 301 casos da doença foram confirmados e 74 casos ainda estão sendo averiguados.

Alguns casos isolados da doença foram identificados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Pernambuco e Pará. Além disso, até o momento, no país, oito pessoas morreram em decorrência do sarampo, sendo quatro em Roraima e quatro no Amazonas.

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