BUSCAR
BUSCAR
Estratégia de Saúde da Família
Presidente do Sinmed critica desvalorização de médicos no programa ESF
De acordo com Geraldo Ferreira, a capital potiguar conta atualmente com 104 profissionais da área médica atuando no programa
Junior Lins
24/07/2019 | 10:28

O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN), Geraldo Ferreira, criticou a desvalorização, por parte do Poder Público, dos médicos do programa de Estratégia de Saúde da Família (ESF). De acordo com ele, questões de quantidade e remuneração são os fatores mais emergentes.

“Estamos reunidos com os médicos da ESF nesta luta, pois precisamos de mais valorização do programa em Natal. O número de profissionais na cidade é muito inferior ao necessário, e o salário é um descaso com a profissão”, relatou.

De acordo com Geraldo Ferreira, a capital potiguar conta atualmente com 104 profissionais da área médica atuando no programa, enquanto em João Pessoa, capital da Paraíba, o número é equivalente a 180 médicos, mesmo com Natal tendo a quantidade populacional superior à capital paraibana.

“Nós poderíamos receber até 200 médicos aqui, hoje temos 104. Em João Pessoa, terra vizinha, eles têm menos habitantes e ainda contam com 76 profissionais a mais do que aqui”, explicou Geraldo.

Em reunião recente, de acordo com o presidente, outro problema surgiu quando foi proposto que os médicos não dispusessem mais de carros disponibilizados pela prefeitura para efetuar as visitas, solicitando o deslocamento a pé dos profissionais.

Segundo Geraldo Ferreira, os médicos aprovados no concurso para trabalhar no ESF não estão assumindo, nos últimos certames, apenas dez resolveram ocupar seus cargos. Consequentemente, isso faz com que a prefeitura contrate profissionais de cooperativas de saúde. Conforme o presidente do Sinmed, eles recebem o dobro do valor estipulado.

“Em média, um médico do Mais Médicos recebe R$ 12 mil, já o do ESF recebe R$ 8 mil, enquanto os da cooperativa recebem, em média, R$ 16 mil cada um. Isto sem contar que os médicos que foram chamados a partir de fevereiro estão recebendo menos da metade do que deveriam. Como estão sem gratificações, há alguns recebendo em volta de R$ 3,8 mil”, contou em entrevista ao Agora RN.

Buscando resoluções para o problema, Geraldo afirma que existem diálogos recentes e marcados para os próximos dias com a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), mas diz que ultimamente as negociações estão se “arrastando”, e as discussões ainda seguem indefinidas.

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - [email protected]
Comercial: (84) 98117-1718 - [email protected]
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.