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Petrobras
Para Petroleiros do RN, demissão de Parente como “derrota do golpe”
Para o Sindipetro-RN, as contradições evidenciadas pelas soluções adotadas por Michel Temer visando desmobilizar a greve dos caminhoneiros
Redação
02/06/2018 | 16:09

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, pediu demissão na manhã desta sexta-feira, 1º, “em caráter irrevogável e irretratável”. E para a diretoria colegiada do Sindicato dos Petroleiros do RN, a demissão do presidente da estatal foi classificada como “o golpe sofre uma derrota”.

Para o Sindipetro-RN, as contradições evidenciadas pelas soluções adotadas por Michel Temer visando desmobilizar a greve dos caminhoneiros, somadas às críticas à política de reajustes de preços atrelados às cotações internacionais do barril de petróleo e do dólar, amplificadas pela greve deflagrada pela categoria petroleira, deixaram Pedro Parente em situação delicada.

“Para pôr fim ao movimento dos caminhoneiros, Temer decidiu reduzir em R$ 0,46 o preço do litro do diesel, mantendo esse valor por um período de 60 dias. Entretanto, para viabilizar a operação, cortou incentivos fiscais de diversos setores econômicos, reonerando as folhas de pagamento, e cancelou despesas orçamentárias da União para programas de diversas áreas, dentre as quais saúde, educação, segurança e saneamento básico”, classificaram os petroleiros.

“Assim, ao invés de alterar a absurda política de preços implantada por Pedro Parente em outubro de 2016, Temer optou por subsidiar o preço do diesel, custeando uma soma de R$ 13,5 bilhões, dos quais R$ 9,56 bilhões deverão ser ressarcidos diretamente à Petrobrás, com recursos orçamentários que serão retirados da sociedade para garantir os lucros dos acionistas privados da companhia, a maioria estrangeiros”, acrescentou a categoria.

“A reversão completa dessa política lesa-pátria, antidemocrática e antipopular, no entanto, só deverá acontecer mediante a intensificação das lutas do povo brasileiro. E, nesse sentido, o SINDIPETRO-RN conclama à unidade de ação as mais amplas forças políticas e sociais. É hora de interrompermos o ciclo retrógrado bancado pelo governo golpista e de criarmos as condições para a ascensão de um novo governo: democrático, patriótico e progressista, que tenha por compromissos a retomada do desenvolvimento com justiça social”, concluiu a categoria.

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