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Protesto
No RN, caminhoneiros rejeitam acordo com Governo e mantêm a paralisação
Manifestantes pedem redução de 20% no valor do diesel e também que o prazo para a abertura de aposentadoria dos motoristas do setor seja de 25 anos
Redação
29/05/2018 | 14:49

Os caminhoneiros autônomos acampados ao longo da BR-101, em Parnamirim, na região metropolitana de Natal, rejeitaram o acordo firmado entre o governo Federal e três entidades representativas da categoria de transporte de cargas. No Rio Grande do Norte, os manifestantes pedem redução de 20% no valor do diesel e também que o prazo para a abertura de aposentadoria dos motoristas do setor seja de 25 anos.

Acampados nas proximidades do Parque de Exposições Aristófanes Fernandes, os caminhoneiros afirmam que as medidas tomadas pelo Planalto, como a redução de R$ 0,46 no preço do diesel, estão longe de serem as ideais. “Não nos serve em nada. Será apenas por 60 dias. Depois disso, tudo volta ao normal”, reclama Hélio Caminhoneiro, que adotou a função profissional como sobrenome.

Segundo ele, que atua há 19 anos no transporte de cargas, a paralisação está longe de ser encerrada. “Estou há 62 horas sem dormir, mas não vamos desistir. Nós não dependemos de ninguém. Queremos uma redução real nos preços dos combustíveis”, afirma.

Os manifestantes no Rio Grande do Norte mantêm comunicação constante com pontos de bloqueio em todo o Nordeste, bem como nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso. O diálogo é feito através de grupos no aplicativo WhatsApp. A última definição dos grupos é de resistência.

O grupo de caminhoneiros diz não temer ações de desocupação anunciadas pelos órgãos de segurança. O presidente Michel Temer confirmou na última sexta-feira, 25, a abertura do procedimento de “Garantia de Lei e da Ordem”. A medida autoriza que forças policiais e o exército adotem ações para a retirada de caminhões e até a prisão de manifestantes.

Ao longo da BR-101, caminhões se espalham pelas marginais, acostamento e vias. Apenas uma faixa fica aberta para a circulação de veículos.

A estimativa é de mais de 800 caminhões estejam parados na região. Os veículos estão espalhados por um trecho de 500 metros de pista. “São mais de duas mil pessoas participando”, contabiliza Hélio Caminhoneiro.

Outra demanda do grupo é que os profissionais do transporte de cargas possam se aposentar após 25 anos de atividades prestadas.

Além disso, também querem a adoção do piso mínimo do frete. Há um projeto de lei pronto para votação no Senado Federal. E ainda pedem a votação do marco regulatório do setor de transportes, em discussão na Câmara dos Deputados. “São nossos pedidos”, relata.

Os caminhoneiros potiguares rechaçam qualquer relação com Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam). A entidade participou das últimas reuniões com ministros do governo Federal. “A Abcam não nos representa. Não há lideranças. Estamos lutando de forma igualitária”, afirma Josafá Marinho, de 57 anos, que atua há 38 anos no ramo de transporte de cargas.

“Ninguém vai arredar o pé daqui. Queremos uma solução definitiva”, finaliza o caminhoneiro.

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