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Dia da Mulher
Mulheres realizam atividades políticas e culturais em comemoração ao 8 de março
Atividades acontecem durante toda manhã e tarde em Natal e região metropolitana; pautas envolvem mais diretos às mulheres e reforma da previdência.
Bianca Pessoa
08/03/2017 | 05:20

No dia 8 de março de 1917, aproximadamente 90 mil operárias russas realizaram manifestações contra o Czar Nicolau II em um protesto conhecido como “Pão e Paz”. Em 1921, a data foi oficializada como Dia Internacional da Mulher e em 1977, 56 anos depois, o “8 de março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

Hoje em dia, em 2017, mulheres de todo o planeta se reúnem para comemorar mais um “8 de março” de lutas e reinvindicações por mais direitos. O movimento chamado Paro Internacional de Mujeres (PIM), inspirado nas paralisações organizadas em 2016 na Argentina após o feminicídio de Lucía Perez, reuniu 50 países na chamada Greve Internacional de Mulheres a ser realizada neste 8 de março e cujo mote é “se nossas vidas não importam, que produzam sem nós”.

No Brasil, atividades relacionadas a Greve Internacional estão sendo organizadas em 60 cidades por diversos grupos de mulheres que participam de organizações feministas ou se sensibilizam com a causa. A capital potiguar Natal é uma das 22 capitais a realizarem programações especiais durante a data. Confira:

Manhã

7h30 – O grupo municipal da organização feminista internacional Marcha Mundial das Mulheres vai organizar uma caravana inspirada nas caravanas agroecológicas realizadas pelas mulheres rurais. O percurso começa no IFRN Natal – Central, vai para Macaíba, onde acontecerá uma roda de conversa sobre a razão do “8 de março” e sobre a Reforma da Previdência, em seguida, passa em Pium e por último na Vila de Ponta Negra. Durante todo o percurso, experiências sobre organização das mulheres, tecnologia social e economia solidária serão compartilhadas.

8h30 – Na Câmara Municipal de Natal, em audiência pública, será entregue o Projeto de Lei produzido pelo movimento de humanização do parto, que garante uma assistência segura e com respeito a autonomia da mulher e suas decisões sobre seu corpo.

Na mesma ocasião, em frente à Câmara, ocorrerá um ato público contra a Reforma da Previdência, contra a violência obstétrica e em defesa do parto humanizado.

9h – O programa “Viver em Harmonia”, da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da UFRN, vai realizar o evento “Conversando sobre a violência contra a mulher: paradigmas e desafios”. O debate acontece no Auditório 2 do Núcleo de Pesquisa em Ciências Sociais Aplicadas II (Nepsa II) e conta com a participação da ex-secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Aparecida França, e da professora do Departamento de Antropologia da UFRN, Rozeli Maria Porto.

Tarde

14h – Na Praça 7 de Setembro, mulheres estarão participando de um ato político e cultural feminista. O evento conta com feira de arte e artesanato; apresentação e artistas: Concita Alves, Ju Ataide, Celina Muniz e Juliane Leite; Casa do Cordel; lançamento do livro Histórias de Amor na Perda Gestacional e Neonatal, de Jeane Bandeira; feira de troca de roupas e acessórios; e palco livre para mulheres.

15h – A Frente Brasil Popular e outras entidades associadas e não associadas a partidos políticos estão convocando uma marcha com mulheres em protesto à Reforma da Previdência e por mais direitos. A concentração acontece em frente ao INSS, na rua Apodi.

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