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Internos concluem ensino fundamental na Cadeia de Nova Cruz
Ação ressocializadora concluída essa semana representa um marco na unidade penal por se tratar da primeira turma formada nos nove anos de existência da cadeia
Redação
12/12/2019 | 11:08

Recomeço, mudança e oportunidade. Essas foram as palavras mais ouvidas durante a solenidade de formatura de 32 internos da Cadeia Pública de Nova Cruz no Ensino Fundamental I, modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) em espaços de privação de liberdade. A ação ressocializadora concluída essa semana representa um marco na unidade penal por se tratar da primeira turma formada nos nove anos de existência da cadeia.

Ao lado de familiares, os internos receberam os certificados das mãos dos professores e dos policiais penais que participaram do projeto. “Essa formatura simboliza uma mudança de paradigma no sistema prisional e ações como essa serão mantidas e preservadas”, disse o diretor da cadeia, policial penal João Paulo.

A formatura contou com a presença de representantes da Secretaria da Administração Penitenciária (Seap), da Prefeitura de Nova Cruz, do Poder Judiciário, da Câmara de Dirigentes Logistas, da Câmara dos Vereadores, do Conselho da Comunidade na Execução da Pena, além de professores e lideranças religiosas. “Parabenizo todos os envolvidos nesse projeto. É uma missão muito difícil e essa formatura é a prova viva que é possível fazer acontecer. Vejo aqui pessoas dispostas a superar histórias de vidas passadas e caminhar para frente, porque o verdadeiro homem é aquele que cai e consegue se reerguer”, disse o juiz da Comarca de Nova Cruz, Márcio Silva Maia.

A professor Tata Sulamita explicou que a pessoa que perde o direito à liberdade, não pode ter negado o seu direito à educação. “Estou feliz em participar da mudança na vida dessas pessoas”, expressou. A secretária de Educação de Nova Cruz, Maria do Socorro, congratulou a equipe que atuou dentro da unidade penal. “Foi um esforço muito grande dessa equipe para estarmos vivenciando esse momento. Estamos vendo aqui pessoas que mudaram sua história através da educação”, disse.

As aulas tiveram início no dia 15 de março com frequência em três dias na semana. A equipe contou com um professor e três assistentes, tudo acompanhado de perto pelos policiais penais. “O que vi ao longo dos anos foi um sistema que não ressocializava ninguém. Só que esse cenário está mudando e hoje sou a prova disso”, disse um interno durante a formatura.

Manter o controle e a disciplina nas unidades penais e avançar na ressocialização através do trabalho e da educação são as metas do titular da Seap, Pedro Florêncio Filho. No mesmo instante em que os 32 internos recebiam os diplomas, outros 10 apenados numa sala ao lado faziam as provas do Enem para Pessoas Privadas de Liberdade. A Seap criou o Departamento de Promoção à Cidadania (DPC), dirigido pela policial penal Alcineia Rodrigues, especialmente para os projetos relativos à implantação de serviços penais de ressocialização, reintegração e restauração social.

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