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Santa Catarina
Hospital mantém Casa da Mãe Cidadã para fortalecer os bebês prematuros
Com capacidade de ocupação de 16 alojamentos em quatro dormitórios, instituição está com 14 mães acompanhantes de várias regiões do Estado. Serviço pioneiro já apresenta resultados
Francisco Francerle
15/07/2019 | 07:53

O Hospital José Pedro Bezerra, mais conhecido como hospital Santa Catarina, mantém em Natal a Casa da Mãe Cidadã, um serviço pioneiro de apoio às mães com bebês internados na UTI neonatal, que tem apresentado excelentes resultados para a saúde do recém-nascido. Situada no espaço físico do próprio hospital, em um espaço próximo à UTI, a Casa oferece suporte de residência às mães para poderem acompanhar o filho em todo o período em que esteja internado na UTIneo.

Alojadas na Casa, elas participam ativamente do dia a dia do filho, amamentam e acompanham todo o tratamento. Segundo explica a chefe da divisão de Serviço Social do HJPB e coordenadora da Casa, Jucely Cristina de Oliveira,  o hospital acaba se tornando uma verdadeira casa para os pais que passam a maior parte do tempo no entorno do leito de UTI e nos cuidados necessários ao recém-nascido em todas as fases até que estejam em condições plenas de ir para casa. “Além de fortalecer o vínculo dos pais com o bebê, a casa também evita a ocupação indevida de leitos e superlotação”, disse ela.

Com uma capacidade de ocupação de 16 alojamentos em quatro dormitórios, a Casa está com 14 mães acompanhantes das diversas regiões do Rio Grande do Norte. No momento, segundo informa a servidora Josineide dos Santos, da equipe de apoio à casa, os alojamentos estão ocupados por mães dos municípios de São Gonçalo do Amarante, Lagoa Nova, Lagoa Salgada, Touros, Santana do Seridó, Macaíba, João Câmara e Natal. A casa dispõe ainda de sala de estar e TV, cozinha, área de serviço e espaço para refeições, que são fornecidas pelo setor de nutrição do hospital. 

Ao lado da UTI Neonatal, que possui 28 leitos, também funcionam os leitos de Médio Risco – para os bebês que já respiram sem ajuda de aparelhos, e os leitos da Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (Ucinca), onde as mães e/ou outro familiar podem ter um contato mais próximo com os bebês.  É o chamado método canguru que permite o contato pele a pele com o bebê fortalecendo os vínculos familiares. O método canguru é incentivado a todos os bebês, porém com mais ênfase aos de baixo peso.

Uma equipe multidisciplinar, composta de médicos, enfermeiros, assistentes sociais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos está diretamente envolvida no binômio mãe-bebê. Todas as crianças nascidas no Santa Catarina realizam os testes de orelhinha, pezinho, coraçãozinho e olhinho, este último responsável por identificar o surgimento da retinopatia (muito comum em prematuros e que pode causar cegueira).

Os bebês prematuros podem ser classificados de acordo com a idade gestacional ao nascer, sendo o prematuro limítrofe aquele nascido entre 37 e 38 semanas; moderado nascido entre 31 e 36 semanas e prematuro extremo aquele nascido entre 24 e 30 semanas de idade gestacional.

O  recém-nascido Joewerton Gabriel é prematuro extremo, nasceu com 5 meses de gestão, mais exatamente 25 semanas e 4 dias. Sua mãe, a marisqueira  Joseli Tenório, 34, reside em Touros, está na Casa da Mãe Cidadã há 2 meses acompanhando o dia a dia da evolução do quadro de saúde do filho. Ele nasceu com 700 gramas e atualmente está com 1,125 kg. Segundo a Joseli, o bebê evolui bem e está desenvolvendo o método Mãe Canguru, mas ainda não tem previsão de receber alta.  “A Casa da Mãe Cidadã representa uma bênção pra mim, pois não tenho parentes em Natal. Se não fosse esta casa eu não teria como acompanhar meu filho”, afirma.

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