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Saúde
Homens têm mais coronavírus porque perdem zinco na ejaculação, diz deputado-médico do RN
Albert Dickson sugeriu aos seus seguidores nas redes sociais que consumam castanha-de-caju e ostra para repor níveis de zinco no organismo
Redação
03/06/2020 | 16:18

O médico oftalmologista e deputado estadual Albert Dickson (Pros-RN) recomendou aos seus seguidores nas redes sociais que aumentem o consumo de alimentos ricos em zinco, como medida para fortalecer o sistema imunológico contra o novo coronavírus. De acordo com ele, a deficiência de zinco tem levado os homens a contraírem mais a Covid-19 do que as mulheres.

Segundo Albert, os pacientes do sexo masculino têm tido mais Covid-19 porque perdem zinco durante a ejaculação. “O zinco está presente no espermatozoide. Toda vez que perde espermatozoide (a pessoa que está com a vida sexual normal), o homem perde 1 grama de zinco. Então, o que vai acontecer? Ele vai ter uma deficiência de zinco”, afirmou, durante transmissão ao vivo nas redes sociais na última sexta-feira (29).

O deputado-médico disse, ainda, que o zinco está presente em poucos alimentos, como a castanha-de-caju e a ostra. Albert Dickson sugeriu aos seus seguidores que consumam os produtos como prevenção à Covid-19. “Tem que se abastecer com zinco. O vírus odeia zinco”, afirmou.

Ainda durante a transmissão, que está publicada nas redes sociais, Albert Dickson defendeu o uso da ivermectina para tratar o novo coronavírus. Ele disse que tem prescrito o remédio para os seus pacientes que contraíram a Covid-19 e que os sintomas têm desaparecido. Ele sugeriu também que o medicamento seja usado mesmo entre os que não têm sintomas, como prevenção.

O médico disse, inclusive, que ele e sua família têm usado a ivermectina como prevenção. Ele chegou a sugerir dosagens específicas do medicamento que devem usadas por quem não tem a Covid-19 e por quem vier a ficar doente. Ele também disse que não há problemas em associar o medicamento à hidroxicloroquina, desde que o paciente não seja cardiopata.

Albert Dickson chegou a sugerir, ainda, que o consumo da ivermectina deve acontecer uma vez por mês, pelo menos, para que o medicamento continue presente na corrente sanguínea e, assim, ser eficaz caso a pessoa seja exposta ao coronavírus. Ele frisou que não há estudos que comprovem a eficácia do remédio como prevenção. “Mas é o que se tem ouvido falar”, ressaltou.

Zinco e sistema imunológico

Apesar de o zinco ser uma substância com atuação reconhecida no funcionamento do sistema imunológico, até o momento não há consenso científico sobre seu emprego específico em pacientes com o novo coronavírus. Também não é recomendado que as pessoas façam suplementação de zinco sem orientação médica.

Cientistas refutam, ainda, a hipótese de que seria possível “aumentar” nossa imunidade e dizem que o que é possível é mantermos nosso sistema de defesa em bom funcionamento, o que já garante uma resposta efetiva à maior parte das infecções.

Para manter o sistema imunológico em dia, a ciência recomenda a prática de atividades físicas, uma dieta equilibrada, menos estresse e boas noites de sono.

Apesar disso, um sistema imunológico em bom funcionamento não é garantia de que a pessoa não irá ser infectada pelo coronavírus. Sobre isso, o Ministério da Saúde tem afirmado: “Até o momento, não há nenhum medicamento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus”.

No momento, a única estratégia eficaz para evitar a Covid-19 é, além de manter um estilo de vida saudável, manter o distanciamento social e higienizar frequentemente as mãos e evitar levá-las ao rosto, já que o vírus entra no organismo a partir da boca, dos olhos e do nariz.

Homens têm mais coronavírus

No mundo todo, a maioria dos infectados com o novo coronavírus, de fato, é homem. Não há, porém, uma explicação unânime para este fato. Alguns cientistas têm concluído que os homens são mais suscetíveis a desenvolver a forma grave da doença porque eles são maioria entre os que têm doenças como hipertensão e diabetes, que são fatores de risco para a Covid-19.

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