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Saúde
RN investiga suspeita de coronavírus em mulher vinda da Itália com sintomas de gripe
Amostras de sangue da paciente foram recolhidas e serão submetidas a exames laboratoriais. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), resultados devem ser divulgados em 24 horas
Redação
26/02/2020 | 15:23

Médicos do Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, investigam um caso suspeito de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. A informação foi confirmada ao Agora RN na tarde desta quarta-feira de Cinzas, 26, pelo diretor do hospital, o médico infectologista André Prudente.

Segundo o médico, a paciente é uma mulher idosa que foi internada agora há pouco. De acordo com André Prudente, ela relata ter vindo da Itália e apresenta sintomas gripais. O país europeu tem registrado um surto da doença, com 374 casos confirmados e 12 mortes.

Amostras de sangue da paciente internada no Giselda foram recolhidas e serão submetidas a exames laboratoriais. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), os resultados preliminares devem ser divulgados em até 24 horas. Por enquanto, o caso é tratado como suspeito.

Nesta quarta-feira, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso da doença no País. Trata-se de um paciente de 61 anos, morador de São Paulo (SP), que viajou à Itália entre os dias 9 e 21 de fevereiro. Além dele, havia no fim da manhã outros 20 casos em investigação e 59 suspeitas já foram descartadas.

Histórico

Este é o segundo caso suspeito de coronavírus em investigação no Rio Grande do Norte. Além deste, no último dia 13 de fevereiro, um paciente de 25 anos chegou a ser isolado por quase 24 horas após relatar sintomas gripais e suposto contato com pessoas da China, onde o novo coronavírus surgiu. O caso, contudo, foi descartado após exames laboratoriais.

Ala de isolamento

A Sesap montou no Hospital Giselda Trigueiro, no bairro das Quintas, na Zona Oeste de Natal, uma enfermaria com 25 leitos para o atendimento de possíveis casos coronavírus diagnosticados no Rio Grande do Norte. Além dele, também foi designado o Hospital Maria Alice Fernandes, na Zona Norte, para atuar na retaguarda para o tratamento de possíveis doentes.

Ministro descarta restrição a viagens

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, descartou dificultar a entrada de estrangeiros no Brasil como uma das medidas para conter o avanço do coronavírus. Ele comparou a Covid-19 a uma gripe comum e lembrou que a taxa de letalidade é relativamente baixa (próximo de 2%).

“Perguntaram-me por que não fechar [as fronteiras]. Isto não existe. Não tem eficácia nenhuma. Esta é mais uma gripe que a humanidade vai ter que atravessar. Das gripes históricas, esta tem letalidade menor e tem uma transmissibilidade similar à de determinadas gripes que a humanidade já superou”, acrescentou o ministro.

“Nosso sistema já passou por epidemias respiratórias graves, como a do H1N1, e vamos atravessar mais esta situação investindo em pesquisa e na clareza de informações”, pontuou.

Segundo o ministro, que é médico, as formas mais eficazes de o país evitar a disseminação da doença são dotar a rede de saúde nacional da capacidade de identificar e testar os casos suspeitos rapidamente, e, em caso positivo, adotar os procedimentos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo ministério.

Além disso, a população deve intensificar os cuidados recomendados para qualquer tipo de gripe, como evitar aglomerações desnecessárias.

“O brasileiro precisa aumentar o número de vezes que lava as mãos e o rosto com água e sabão ao longo do dia. Este é um hábito extremamente importante, não só para evitar problemas respiratórios, mas também outras doenças”, afirmou o ministro, recomendando que as pessoas também evitem compartilhar copos e outros utensílios que possam transmitir o vírus por meio da saliva.

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