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Litoral Sul
Em Pipa, população pede que Prefeitura use verba de obra para distribuir cestas básicas
Obra de reforma e ampliação de ginásio-sede continua ao custo de R$ 700 mil
Redação
27/03/2020 | 03:30

Destino turístico mais procurado do Litoral Sul do Rio Grande do Norte, Pipa, no município de Tibau do Sul, sente os impactos da pandemia do novo coronavírus. A região – apesar de receber visitantes do mundo inteiro – ainda não tem nenhum caso confirmado de Covid-19, mas tem sido abalada pelas medidas de restrição de circulação.

Com a economia voltada basicamente para o turismo, a região está com parte significativa do comércio fechada e vê a movimentação cair em decorrência do isolamento social. No último fi m de semana, seguindo a determinação do governo estadual, a Prefeitura ordenou que restaurantes, lanchonetes e bares parem de funcionar.

Pessoas que dependem da cadeia enxergam um cenário preocupante para a economia local e cobram ações do poder público de amparo aos mais humildes. Nos últimos dias, o prefeito Modesto Macedo tem sido estimulado a adotar medidas mais enérgicas de assistência à população vulnerável. Uma das ações defendidas é a paralisação da obra de reforma e ampliação do Ginásio-Sede e a destinação dos recursos para a assistência social.

A obra, iniciada em janeiro deste ano com previsão para terminar em julho, está em orçada em mais de R$ 700 mil, dos quais R$ 557 mil são recursos próprios da Prefeitura de Tibau do Sul – o restante é oriundo de repasses federais. Empreendedores locais defendem que a obra seja paralisada imediatamente e que a gestão municipal use o dinheiro para auxiliar a população carente.

Nos últimos dias, diante da crise, uma parcela da sociedade tem executado ações de amparo aos mais humildes, como a distribuição de cestas básicas e sopas à noite, mas eles cobram que a Prefeitura de Tibau do Sul seja protagonista das ações.

“A comunidade está toda mobilizada, oferecendo assistência alimentar às pessoas que estão passando necessidade. Mas não há, por parte da gestão pública, nenhuma atitude para minimizar o caos que está instalado no município. Queremos que o prefeito determine a paralisação da obra e converta os recursos para a assistência social, para fazer distribuição de cestas básicas para a população”, afirma o empresário Lula Vasconcelos, dos segmentos imobiliário e turístico.

Na opinião do empresário, a obra de reforma do Ginásio-Sede é importante, mas que ações para enfrentar a emergência em saúde são prioridade neste momento. “Primeiro, as pessoas têm que estar vivas para usufruir da obra”, registra.

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