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Análise
Diretor da Urbana defende modernização e autarquização da companhia
Ainda segundo o dirigente da Urbana, o projeto de modernização ainda deve passar por diálogos com o governo de Natal e a sociedade civil
Redação
19/06/2019 | 04:00

O diretor presidente da Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana), Jonny Costa defendeu que, por causa das elevadas dívidas que a instituição obteve ao longo dos anos, a Urbana precisa se modernizar. Uma das soluções geradas por essa modernização, segundo o diretor, poderia ser um autarquização do órgão.

“A Urbana hoje é uma empresa de economia mista. A empresa tem uma dívida muito grande acumulada ao longo dos anos, que supera os R$ 200 milhões. Precisamos enfrentar isso de uma vez por todas, porque ela é uma empresa importante para a cidade. A empresa tem que se modernizar, ela tem que buscar uma nova metodologia de trabalho. De forma que ela custe menos e produza mais, esse é o alvo. Quem sabe a modernização da urbana não passe por uma proposta de autarquização dela?”, questionou.

De acordo com Jonny Costa, a Urbana tem hoje um custo de R$ 200 milhões anuais para operar. A companhia atua na limpeza pública, coleta de resíduos domiciliares e podas. A instituição, inclusive, tem mantido diálogo com Fundação Dom Cabral para que essa modernização seja possível.

“Nós estamos num diálogo bem interessante com a Dom Cabral, que é uma empresa que dá uma consultoria. Ela vem estudando os modelos de gestão e buscando orientar o aprimoramento desses modelos, porque, como você sabe, gestão tem que ser realmente acompanhada e atualizada a cada dia, a cada instante. Então, não podemos nos prender aos fatos de que a empresa foi criada a 30 ou 40 anos atrás e mantê-la com o mesmo padrão de gestão, porque é evidente que ela estará fadada ao insucesso. Como é o caso que a gente está vendo agora: que a Urbana está tendo, a cada dia, um custo muito maior do que a sua capacidade produtiva, de resposta à sociedade”.

Ainda segundo o dirigente da Urbana, o projeto de modernização ainda deve passar por diálogos com o governo de Natal e a sociedade civil. Ele destacou ser importante essas conversas para que todos os lados possam sair ganhando.

Ao tempo em que a gente passar para uma possível autarquia, a empresa deixa der ter o ônus de recolhimento de recurso da ordem de R$ 10 milhões. Então, esse recurso já ficará aqui para que a gente possa reinvestir e melhorar a estrutura de trabalho e de resposta, que deve ser o nosso alvo. Então, é esse mais ou menos o projeto. Não está definido, é um projeto que vai passar por um amplo diálogo no âmbito do governo municipal e com a sociedade civil organizada, que é parte muito interessada e fundamental nesse processo”.

O diretor da Urbana aproveitou para elogiar os trabalhadores da companhia, garantindo que, mesmo após uma modernização da estrutura da instituição, os direitos dos trabalhadores serão mantidos.

“Nesse contexto, estamos dialogando com a Dom Cabral e estamos chegando mais ou menos a um entendimento, que vai preservar, evidentemente, os direitos de todos os trabalhadores, porque nós precisamos desses heróis. São grandes heróis os trabalhadores da Urbana, mas temos que fazer isso de forma que a gente possa equacionar, melhorar o padrão da empresa, diminuir o impacto dessa dívida que ela tem hoje”, encerrou.

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