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Espetáculo
Da Rússia para o Alecrim, vai começar a Copa do Mundo 2018
Com entusiasmo bastante reduzido em relação às Copas do Mundo passadas, Natal ainda guarda exemplos de como torcer pela Seleção
Marcelo Hollanda
13/06/2018 | 13:53

Em 2014, Natal sediou a Copa do Mundo com quatro jogos na sua recém inaugurada Arena das Dunas.

Em 2018, com um time eliminado da série D, o outro lutando para continuar na série C e pouquíssimos carros circulando com bandeiras do Brasil, uma rua do Alecrim promete ostentar o título de símbolo natalense de alguma alegria com o evento da Fifa, que abre oficialmente nesta quinta-feira.

Enquanto a Arena das Dunas receberá neste domingo um público disposto a pagar ingressos de até R$ 200,00 para assistir em telões o primeiro jogo do Brasil contra a Suíça, tendo como atrações adicionais shows artísticos, na estreita rua São Vicente – 150 metros de paralelepípedo ligando as Avenidas 7 e 8 – a alegria voltará a unir quase de graça os vizinhos num clima de Copa que não se vê mais.

Toda enfeitada com bandeirolas e pequenas bolas de futebol, são nada menos do que 13 linhões que deverão estar recheados até domingo com todas as cores do Brasil – azul, verde, amarela e branca.

Um trabalho monumental que se repete desde a Copa de 1970, quando a seleção brasileira ganhou sua terceira estrela no México, a última do Rei Pelé.

Karla Suelen que o diga. Convalescendo de um problema de saúde, com pequenos tubos auxiliando a respiração, ela entrou a madrugada de terça para quarta-feira cortando bandeirolas.

São milhares delas à cargo de um grupo de vizinhos que repetem o mesmo ritual a cada quatro anos. Apenas alguns participam, mas muitos contribuem na compra de materiais e comida para a festa.

Rua São Vicente Alecrim Enfeitada para Copa 2018 14

Maria Regina, de 79 anos, mora na rua São Vicente há 50 anos e diz que o espírito das Copas do Mundo já é coisa incorporada na cabeça dos moradores de lá, como uma tradição indiscutível.

“É muito bom!”, diz ela, que participa como pode dos preparativos. “Na minha idade, entro com solidariedade espiritual”, ela brinca.

Nailton Paulino da Cunha, 58 anos, participa da festa na rua São Vicente desde a Copa de 70, quando tinha 10 anos. Hoje, os enfeites que estão na rua ele levou para dentro de casa como um sinal de adesão irrestrita.

Um dos responsáveis pela vaquinha organizada pelos moradores para a compra de efeites, Nailton estima que a conta desta Copa para os moradores chegará perto de R$ 1 mil. Isso inclui o churrasco dos dias de jogos da seleção, quando vários morados, com as casas coladas umas às outras, colocam seus próprios aparelhos de TV na calçada para que todos possam assistir.

As irmãs Fátima e Sueli, espécies de organizadoras oficiais do evento, dizem que o clima é tão contagiante que a preparação para as Copas já se incorporou aos usos e costumes da rua, que passa desapercebida por quem transita tanto pela Avenida 7 como pela 8. “É uma nesguinha muito animada isso aqui”, diz Sueli, referindo-se à rua estreita e sinuosa, onde a proximidade de parede dos vizinhos ajuda muito a comunicação entre eles.

Kauã Vitor, de 13 anos, já é um dos moradores mais entusiasmados com a festa. Com numa camisa do Paris Saint Germain tendo Neymar Jr nas costas, o menino atende prontamente o pedido do fotógrafo do Agora RN, José Aldenir, para uma embaixadinha.

Agora sim, tudo pronto para o maior espetáculo da terra.

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