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Sem abordagem
Coronavírus: Potiguar que veio de região de risco na Itália volta para casa sem ser abordada em aeroportos
Ana Beatriz diz que não foi parada em Lisboa, onde seu voo fez conexão, nem no aeroporto internacional de São Gonçalo do Amarante
Marcelo Hollanda /Agora RN
03/03/2020 | 11:15

A natalense Ana Beatriz Fortunato de Oliveira, de 19 anos, que passou os últimos três meses no Norte da Itália, epicentro do surto de coronavírus na Europa, já está em casa, no bairro de Neópolis, na Zona Sul da capital potiguar.

Bia, como é conhecida pela família e amigos, estava hospedada em Magenta, uma comuna italiana da região da Lombardia, província de Milão, com quase 23 mil habitantes, a poucos metros de um hospital onde estavam internados dois pacientes com diagnósticos confirmados de coronavírus.

Ouvida por telefone pelo Agora RN na semana passada, quando ainda estava na Itália, Bia tinha a preocupação de ser barrada pelas autoridades sanitárias de Lisboa ou do Brasil em sua volta para casa.

Na capital portuguesa, ela embarcou em um avião, no último domingo (1º), com destino ao aeroporto de São Gonçalo do Amarante, num voo iniciado às 8h (horário local, 12 horas de Brasília).

Nesta terça-feira (3), em casa e já refeita da angústia vivida nos últimos dias, Bia disse que em nenhum momento foi abordada por funcionários da TAP, a companhia aérea que a trouxe, ou por autoridades sanitárias tanto nos aeroportos de Lisboa como o de Natal.

“Eu pensava que seria mais complicado, mas a única coisa ligada ao coronavírus que eu recebi foi um folheto sobre os cuidados distribuído dentro do avião da TAP”, explicou Bia.

Sobre a experiência vivida pela estudante potiguar, o empresário Abdon Gosson, ex-presidente local da Associação de Agência de Viagem e especializado em destinos exóticos, criticou as autoridades tanto portuguesas como brasileiras.

“Isso jamais deveria ter acontecido com uma brasileira que ficou tanto tempo no Norte da Itália e num povoado com casos diagnosticados tão perto dela”, afirmou o empresário.

“Graças a Deus que ela está bem e em segurança, mas não é disso que se trata”, acrescentou. “Até na China as autoridades estão evitando receber turistas da Itália por medo que o vírus retorno às regiões sob controle”, informou.

Gosson, cuja empresa tinha um grupo de brasileiros saindo em abril para a chamada Rota da Seda, que compreende destinos como Armênia, Geórgia, Azerbaijão, Turcomenistão, Uzbequistão e Cazaquistão, localizados nas margens oriental e ocidental do Mar Cáspio, foi obrigado a adiar a saída.

“Com o coronavírus, as próprias companhias aéreas estão adiando as passagens para as regiões de risco sem cobrar nenhuma multa ou diferença de tarifa” explicou, justamente porque algumas dessas empresas estão cancelando os voos para essas áreas”, lembrou o empresário.

Já para outros destinos fora das áreas mais importantes de risco, como os EUA, as vendas estão normais, garantiu.

Provocado nesta terça-feira sobre a volta de Beatriz a Natal, saindo de uma região com surto do coronavírus, como o Norte da Itália, uma fonte da Secretaria Estadual de Saúde reiterou que os casos que estão sob suspeita no RN já estão sendo acompanhados e atualizados, acrescentando que a preocupação das autoridades é como pessoas com sintomas que venham de regiões de risco.

“A menina está bem, não está? ”, perguntou. E completou: “Graças a Deus!”

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