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Esclarecimento

Compartilhamento de boatos atrapalha as atividades de agentes de saúde em Natal

Áudios compartilhados por aplicativos de mensagens apontavam que grupos de criminosos estavam utilizando os equipamentos para praticar delitos
Redação
24/08/2018 | 13:49

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) desmentiu nesta quinta-feira, 23, os boatos sobre um suposto furto de crachás e fardamentos de agentes da Central de Controle de Zoonoses (CCZ). Áudios compartilhados por aplicativos de mensagens apontavam que grupos de criminosos estavam utilizando os equipamentos para praticar delitos.

Segundo a Secretaria de Saúde, os agentes seguem trabalhando normalmente na campanha de vacinação contra a raiva em cães e gatos (iniciada em 6 de agosto).

Compartilhamento de boatos atrapalha as atividades de agentes de saúde em Natal - Agora RN

O mesmo boato envolveu a Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana), que também desmentiu a informação sobre roubo de fardamentos.

Em um áudio compartilhado em grupos do aplicativo WhatsApp, a mensagem falsa alerta para que não recebam em suas casas pessoas com a identificação do CCZ, pois poderia se tratar de algum tipo de golpe. “Nossos agentes estão atuando em duplas, devidamente identificados, vestindo calça e camiseta com o símbolo da Prefeitura. Além disso, elas carregam um cooler azul com as vacinas”, explicou Alessandre Medeiros, chefe do Centro de Controle de Zoonoses de Natal.

Em caso de dúvida sobre a atividade do agente de zoonoses, a população pode telefonar para o Centro de Controle de Zoonoses, no telefone 3232-8235.

Com relação à divulgação de informações falsas, o advogado Hallrison Dantas, membro da comissão de Tecnologia e Informação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), atribui o fato ao comportamento irresponsável de internautas. “Não há senso crítico antes do compartilhamento. As pessoas desconhecem o conteúdo das mensagens e não verificam a sua procedência”, afirmou.

Segundo ele, o compartilhamento de um boato ainda não é crime, mas o conteúdo compartilhado pode gerar um processo penal. “Ainda não há uma lei para esse tipo de ação. Mas se uma notícia falsa possui um conteúdo difamatório, a pessoa pode ser punida, mesmo que não seja autora da mensagem”, completa.

O advogado pede discernimento das pessoas ao receber informações. “Responsabilidade informacional é um dever moral da sociedade de hoje”, conclui.