A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) desmentiu nesta quinta-feira, 23, os boatos sobre um suposto furto de crachás e fardamentos de agentes da Central de Controle de Zoonoses (CCZ). Áudios compartilhados por aplicativos de mensagens apontavam que grupos de criminosos estavam utilizando os equipamentos para praticar delitos.
Segundo a Secretaria de Saúde, os agentes seguem trabalhando normalmente na campanha de vacinação contra a raiva em cães e gatos (iniciada em 6 de agosto).

O mesmo boato envolveu a Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana), que também desmentiu a informação sobre roubo de fardamentos.
Em um áudio compartilhado em grupos do aplicativo WhatsApp, a mensagem falsa alerta para que não recebam em suas casas pessoas com a identificação do CCZ, pois poderia se tratar de algum tipo de golpe. “Nossos agentes estão atuando em duplas, devidamente identificados, vestindo calça e camiseta com o símbolo da Prefeitura. Além disso, elas carregam um cooler azul com as vacinas”, explicou Alessandre Medeiros, chefe do Centro de Controle de Zoonoses de Natal.
Em caso de dúvida sobre a atividade do agente de zoonoses, a população pode telefonar para o Centro de Controle de Zoonoses, no telefone 3232-8235.
Com relação à divulgação de informações falsas, o advogado Hallrison Dantas, membro da comissão de Tecnologia e Informação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), atribui o fato ao comportamento irresponsável de internautas. “Não há senso crítico antes do compartilhamento. As pessoas desconhecem o conteúdo das mensagens e não verificam a sua procedência”, afirmou.
Segundo ele, o compartilhamento de um boato ainda não é crime, mas o conteúdo compartilhado pode gerar um processo penal. “Ainda não há uma lei para esse tipo de ação. Mas se uma notícia falsa possui um conteúdo difamatório, a pessoa pode ser punida, mesmo que não seja autora da mensagem”, completa.
O advogado pede discernimento das pessoas ao receber informações. “Responsabilidade informacional é um dever moral da sociedade de hoje”, conclui.