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Reestruturação
Codern corre para conseguir recursos para reforma do Porto de Areia Branca
Segundo o diretor executivo do Sindicato da Indústria de Moagem e Refino de Sal do Rio Grande do Norte (Simorsal), Renato Fernandes, o terminal está em “frangalhos” e estimou sua recuperação em R$ 35 milhões
Redação
01/02/2019 | 11:50

Em vias de mudança, o comando da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) corre contra o tempo para liberar R$ 55 milhões junto de emenda parlamentar junto ao Ministério dos Transportes, Secretaria do Tesouro Nacional e bancada federal.

Parte desse dinheiro é para pagar as obras de reparo urgentes no Porto Ilha de Areia Branca, responsável pela movimentação de 2,4 milhões de toneladas de sal no ano passado.

Segundo o diretor executivo do Sindicato da Indústria de Moagem e Refino de Sal do Rio Grande do Norte (Simorsal), Renato Fernandes, o terminal está em “frangalhos” e estimou sua recuperação em R$ 35 milhões.

Nesta sexta-feira, 1, a pedido do Agora RN, o presidente da Codern, Fernando Dinoá, enviou mensagem explicando que “a Companhia Docas do Rio Grande do Norte trabalha incansavelmente pelas melhorias necessárias ao Terminal Salineiro de Areia Branca” ao mencionar as articulações para a obtenção da emenda parlamentar.

Depois que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou esta semana contra 18 empresas salineiras do RN por atividades em áreas de preservação permanente (APPs), cresceu a preocupação do setor com uma possibilidade de colapso no fornecimento de sal para os mercado interno e internacional.

Responsável por 95% da produção nacional, o segmento salineiro potiguar faturou no ano passado R$ 1 bilhão, recolhendo R$ 150 milhões em impostos.

Com uma produção de 6 milhões de toneladas/ ano – 3,5 milhão destinadas para o consumo interno e 1 milhão de toneladas para a exportação –, o sal do RN enfrenta a concorrência desleal do sal chileno, que entra no país livre de impostos.

Hoje, o preço a granel do produto está cotado a US$ 28 a tonelada para exportação e entre R$ 45,00 a R$ 50,00 no mercado interno.

Preocupada com a possibilidade de uma ação movida pelo Ministério Público Federal contra 18 empresas salineiras instaladas em áreas de preservação permanente (APPs), a Federação da Indústria emitiu nota defendendo o setor.

Nela, a FIERN diz que vem acompanhando as tratativas do MPF com o setor salineiro há alguns meses, inclusive, testemunhando e apoiando os argumentos técnicos suscitados pelos empreendedores para a continuidade da produção de sal – histórica e tradicional – em áreas do território potiguar.

Acrescenta que a cadeia produtiva do sal é muito importante para a economia do Rio Grande do Norte, particularmente, para Mossoró e Região e que existem alternativas para o equilíbrio buscado entre empreendimento e meio ambiente. Enfrenta gravíssima crise.

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