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Ocupação
“Área militar impede crescimento de Parnamirim”, avalia Giovani Júnior
Secretário registra que, dos 124 Km² que compõem o território de Parnamirim, 27% estão ocupados com áreas militares como a Barreira do Inferno, a Base Aérea Ala 10 e a Estação de Rádio da Marinha
Redação
10/06/2019 | 09:46

amento, Finanças, Turismo e Desenvolvimento Econômico (Seplaf), Giovani Rodrigues Júnior, afirmou que a ocupação de parte do município por estruturas militares tem impedido o crescimento econômico de Parnamirim.

Giovani esteve na última quarta-feira, 5, diante dos 18 vereadores na Câmara Municipal, para detalhar itens da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

“Não há como crescer na área militar de Parnamirim. Com as áreas militares, não foi possível que o município crescesse de forma circular. Parnamirim teve que crescer de maneira radial. Irradiando-se para diferentes pontos do território”, apontou Giovani Júnior.

As áreas militares mencionadas pelo titular da Seplaf são: a Estação da Rádio da Marinha; a base aérea Ala 10 e a Barreira do Inferno. De acordo com Giovani, a estação de rádio ocupa, hoje, 80% do bairro do Encanto Verde.

“A Barreira do Inferno impede o crescimento da cidade, no sentido em que atrapalha a ligação de Nova Parnamirim com o litoral do Rio Grande do Norte”, afirmou.

O secretário disse também que, dos 124 Km² que compõem o território de Parnamirim, 27% estão ocupados com áreas militares.

“Se a cidade crescesse de forma circular, as áreas próximas ao Centro estariam em melhores condições. Nas periferias haveria uma condição mais degradada. Não é isso que ocorre; temos uma região mais distante do Centro, com condições diferentes”, destacou Giovani.

Índice de Desenvolvimento Humano

Ainda segundo o titular da Seplaf, Nova Parnamirim lidera no município como o bairro com mais habitantes (cerca de 82 mil populares, o que representa 1/3 da população total da cidade), possuindo o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Parnamirim, o maior poder aquisitivo da cidade e o maior número de escolas privadas.

“O que acontece é que, como é um bairro com um forte poder aquisitivo, os pais preferem matricular seus filhos em escolhas particulares, resultando em um número alto do IDH. Além disso, esses filhos geralmente têm planos de saúde, o que diminui a necessidade deles pelo serviço básico de saúde”.

A região de Nova Parnamirim é conhecida como “Território 1”, já a área conhecida como “Território 2”, composta pelos bairros de Rosa dos Ventos, Santa Tereza, Passagem de Areia, Bela Parnamirim e Santos Reis, possui uma realidade diferente.

“Nesta região, temos cerca de 54 mil habitantes, temos um maior número de escolas públicas e de Unidades Básicas de Saúde. Consequentemente, temos o menor Índice de Desenvolvimento Humano. E, apesar de termos o maior número de professores, lá também temos o pior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)”, encerrou Giovani Júnior.

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