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Combate ao tráfico
Após apreensões de cocaína, Receita Federal dobrou fiscalização no Porto de Natal
Órgão fiscalizador federal aumentou o número de compartimentos que são vistoriados semanalmente no terminal marítimo da capital potiguar; scanner ainda faz falta
Marcelo Hollanda
25/10/2019 | 00:00

Dobrou o número de contêineres vistoriados semanalmente no porto de Natal desde a apreensão de 3,3 toneladas de cocaína escondida no meio de cargas de frutas em fevereiro deste ano. Com a análise de risco ampliada, a Receita Federal passou a vistoriar entre 35 a 40 contêineres refrigerados por semana, o que implica na abertura da carga à céu aberto, já que o porto continua sem um scanner para realizar o serviço e também sem uma área climatizada para fazê-lo.

Além da grande apreensão de fevereiro, uma tonelada foi descoberta em março em meio a um carregamento de mangas e, em setembro, outros 70 quilos foram achados dentro de uma carga de sal. No Porto de Natal, a exposição das frutas à temperatura ambiente prejudica a carga, onerando os exportadores, que esperavam contar com um scanner já a partir deste mês.

Atribui-se ao aumento das vistorias parte da redução de 600 contêineres que o porto de Natal deixou de embarcar em setembro. No ano passado, neste mesmo mês, o terminal mandou para a Europa entre 600 e 800 contêineres por semana, cada um deles transportando entre 18 a 22 toneladas de frutas.

A boa notícia é que, como resultado do aperto da fiscalização, segundo fonte da Receita Federal em Natal, carregamentos de cocaína que deveriam sair por Natal acabaram aparecendo em outros portos do Nordeste. Pela primeira vez, no porto de Pecém, na região metropolitana de Fortaleza, em agosto último, 330 quilos foram apreendidos pelas autoridades dentro de contêineres com mel.

De janeiro de 2018 até agosto, a Receita Federal apreendeu 60 toneladas de cocaína no Brasil. No primeiro semestre, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, onde 100% dos contêineres que entram e saem passam pela vistoria em scanners, a movimentação de cargas registrou uma alta de 56% na comparado com o mesmo período do ano passado.

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