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CNJ
Apenas 3 crianças foram adotadas em 2018 no Rio Grande do Norte
Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, estado teve 54 adoções nos últimos quatro anos; 30 ocorreram no ano passado
Ciro Marques
26/05/2018 | 09:02

Apenas três crianças foram adotadas no Rio Grande do Norte até 10 de maio. A informação é do levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e divulgação nesta sexta-feira, 25, dia Nacional da Adoção. Segundo essa pesquisa, foram 54 crianças adotadas nos últimos quatro anos no Estado.

Esses dados contrastam não só com os números de outros estados, como também os do próprio Rio Grande do Norte em outros anos. Em 2015, foram 12 crianças e em 2016, 9. No ano passado, o pico: 30 crianças adotadas em 12 meses. Ou seja: em 2017 foram adotadas, por mês, quase o mesmo número de pessoas adotadas em cinco meses deste ano.

Segundo o CNJ, 8,7 mil crianças e adolescentes em todo o país aguardam uma família em meio a um total de 43,6 mil pessoas que constam como pretendentes no Cadastro Nacional de Adoção. A entidade informou que, por meio do cadastro eletrônico, criado em 2008, varas de infância de todo o país passaram a se comunicar com maior facilidade, o que agilizou as chamadas adoções interestaduais. Até então, os processos de adoção dependiam de busca manual por parte das varas de infância para conseguir uma família.

Para a presidente da organização não governamental Projeto Aconchego, Soraya Pereira, os números são consequência da falta de políticas públicas ao longo de muitos anos e da demora em se olhar para o contexto do abrigamento e do acolhimento. Segundo ela, grande parte dessas 8,7 mil crianças e adolescentes é composta por grupos de irmãos e por menores com algum tio de deficiência.

“Não podemos deixar tudo só nas costas dos pretendentes. Todo mundo fala que eles só querem criança pequena, que só querem menina. Mas esse perfil já mudou. Vivemos hoje um gargalo que vem lá de trás e cuja consequência está vindo agora. Temos até mesmo falta de profissionais trabalhando no processo que antecede o abrigamento. Há vários aspectos a serem analisados”, disse.

Soraya lembrou que, antigamente, muitas pessoas com filhos optavam por colocar as crianças em abrigos, diante da falta de condições em casa. Desde 2010, esse cenário, segundo ela, começou a mudar, já que a legislação passou a instituir prazo de dois anos até que a criança seja oficialmente afastada da família e passe a integrar o cadastro de adoção.

“Não temos profissionais em quantidade suficiente para fazer isso andar rápido. Foi acumulando tudo. Estamos em 2018 e essa meninada que estava entrando com 4 anos lá atrás ainda está no cadastro. Hoje, são pré-adolescentes. Temos falhas lá de trás que agora o gargalo está mostrando”, afirmou a psicóloga.

Com informações da Agência Brasil

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