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Incapaz
Advogados defendem que ex-servidor do MPRN tem problemas psiquiátricos
Defesa esclarece que Guilherme Wanderley Lopes está internado em manicômio judiciário e não em clínica particular
Redação
11/06/2018 | 12:39

 

Os advogados que defendem o ex-servidor do Ministério Público do RN, Guilherme Wanderley Lopes da Silva, que no dia 24 de março do ano passado feriu à bala dois promotores de justiça e errou o disparo contra o procurador geral Rinaldo Reis, buscam provar a inimputabilidade de seu cliente.

Nesta segunda-feira, em carta enviada ao Agora RN, os advogados José Maria Rodrigues Bezerra, Jonas Antunes e Marcelo Antunes Torres esclarecem que Guilherme Wanderley está internado em manicômio judiciário e não em clínica particular e reafirmam a condição parcialmente incapaz dele de discernir a ilicitude de sua conduta. Leia a carta abaixo.

“O processo que investiga a prática de tripla tentativa de homicídio contra o acusado e ex-servidor do Ministério Público do Rio Grande do Norte, na pessoa de Guilherme Wanderley Lopes da Silva, que teve como vítimas três Promotores de Justiça, em fato ocorrido no dia 24 de março de 2017, teve sua instrução iniciada em audiência realizada no dia 06 de junho de 2018, no Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Natal-RN.

​Na oportunidade, foram ouvidas as vítimas e o perito oficial do ITEP/RN, que concluiu em laudo anterior àquela audiência, que Guilherme Wanderley não tinha capacidade mental plena de entender o caráter ilícitos dos atos cometidos no dia 24 de março de 2017, perícia esta que foi devidamente ratificada em Juízo na quarta-feira passada por laudo complementar formalizado pelo perito público, cujo tema foi esclarecido e esgotado diante de todos os presentes (JUIZ, ACUSAÇÃO E DEFESA).

​Portanto, diferentemente do que está veiculado de forma distorcida e equivocada na mídia, estamos diante de um acusado e paciente que, no dia 24 de março de 2018, era parcialmente e mentalmente incapaz de entender o que cometera contra os promotores de justiça, é tanto que, até a presente data, encontra-se em tratamento psiquiátrico e internado no MANICÔMIO JUDICIÁRIO e não em clínica particular como desavisadamente restou repercutido na opinião pública.

​Em relação aos caminhos jurídicos dispensados para a defesa de Guilherme Wanderley ou para qualquer outro caso criminal semelhante, competirá de forma exclusiva ao Tribunal do Júri apreciar este caso e aplicar-lhe o veredicto livremente, que poderá compreender desde a sua absolvição ou uma condenação com redução de pena.

​Mas, doravante, o caso já conta com uma verdade incontroversa, extreme de dúvida, estamos diante de um processo que envolve um acusado portador de um transtorno mental que, no dia do fato narrado na denúncia, era parcialmente incapaz de discernir a ilicitude de sua conduta, circunstância essa provada pela única perícia admitida pelo Juiz do feito”.

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