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Debate
A vocação do aeroporto sempre foi para carga, diz Vagner Araújo
Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de São Gonçalo do Amarante, ele já pensa num porto seco ou, quem sabe, em ressuscitar a Zona de Processamento de Exportação
Marcelo Hollanda
05/04/2019 | 00:00

Titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo de São Gonçalo do Amarante desde o último dia 18 de março, o ex-secretário de Gestão de Projeto do governo Robinson e ex-secretário de Planejamento do governo Wilma, Vagner Araújo, já fechou o que parecem ser suas apostas.

A primeira delas é logística: recolocar entre as prioridades do município a criação de um porto seco para cargas direcionadas ao aeroporto Aluísio Alves e ao porto de Natal.

Portos secos são recintos alfandegados de uso público onde se movimentam, armazenam e despacham mercadorias e bagagem, tud0 controlado Receita Federal. Ele também armazena a mercadoria do importador pelo período estipulado pela receita, e após sua nacionalização, pode permanecer como zona de armazenagem pelo tempo que o cliente necessitar.

Uma alternativa que, na cabeça de Vagner, pode até ressuscitar a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em São Gonçalo, cujas tentativas de implantação em Assu e Macaíba acabaram não se concretizando.

“Sempre vi o nosso aeroporto com um potencial mais para cargas do que para passageiros e, num momento de crise onde a malha aérea foi profundamente afetada, mais ainda”, afirma o secretário.

Durante entrevista ao programa Manhã Agora, na 97,9 FM, Vagner Araújo mostrou que continua pensando longe em matéria de administração pública e desenvolvimento econômico.

A experiência de anos como secretário da Indústria e Comércio de Natal; Secretário de Planejamento e Chefe da Casa Civil durante os dois governos Wilma de Faria, de 2003 a 2010, porém, também impuseram a ele uma visão mais realista da crise brasileira e suas consequências para o RN.

“Não estamos bem e precisamos entender o momento difícil pelo qual o país atravessa para buscarmos saídas dentro do universo do possível”, lembra.

Nessa perspectiva, ele imagina uma série de arranjos econômicos possíveis, já que os potenciais de São Gonçalo são grandes dentro de indústrias como a cerâmica, do atum, no turismo religioso (por conta da canonização dos mártires), na carcinicultura e também como um possível hub de cargas.

Não são ideias originais para um visionário por natureza. Mesmo assim, é o que Vagner Araújo pensa quando projeta o atum pescado na costa ou em alto mar saindo de São Gonçalo do Amarante em latinhas para o consumo ou num aeroporto voltado estrategicamente para auxiliar e baratear a recepção distribuição de produtos.

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