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Racismo no futebol nacional cresce 75% e ‘migra’ dos estádios para redes sociais

Em dois anos, foram contabilizadas sete denúncias em MG, de acordo com o Observatório da Discriminação Racial no Futebol
Toque Di Letra
21/03/2016 | 13:33

Neste dia 21 de março, que marca a luta internacional pela eliminação da discriminação racial, o Brasil não tem motivos para comemorar quando se trata do esporte mais popular do país. Levantamento do Observatório da Discriminação Racial no Futebol – ao qual o Blog Toque Di Letra teve acesso com exclusividade – apontou um aumento de 75% no número de denúncias de racismo contra jogadores ou árbitros em território nacional entre 2014 e 2015. A lista de vítimas inclui nomes como Jemerson, Michel Bastos e Arouca, todos com passagem pela seleção.

Em 2014, foram registrados 20 casos, sendo 19 em estádios e outro na internet. Em 2015, foram 35 casos – 24 em estádios, 11 na internet. “O aumento das denúncias acontece pela maior conscientização das vítimas e também pelo encorajamento que denúncias anteriores promovem”, avalia Marcelo Carvalho, diretor-executivo do Observatório. “Porém, ainda falta o mais importante, exigir punição. Exigir punição é registrar B.O. e ir adiante com a abertura de processo na justiça”, pontua.

Racismo no futebol nacional cresce 75% e ‘migra’ dos estádios para redes sociais

O estado campeão em denúncias foi o Rio Grande do Sul: nos 24 meses, foram 14. Minas Gerais, por exemplo, somou sete casos – cinco em 2015. Outra tendência apontada é a de migração do racismo de estádios para a internet. Carvalho elenca dois motivos. “Primeiro, a impressão que grande maioria dos internautas tem de que a internet é terra sem lei. E segundo que, diferente de crimes nos estádios, onde a Justiça Desportiva tem 60 dias para julgar os incidentes, julgamento na Justiça Comum pode durar anos”, argumenta.

Confira a matéria completa em: http://toqdiletra.blogspot.com.br/2016/03/racismo-no-futebol-nacional-cresce-75-e-migra-dos-estadios-para-redes-sociais.html