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Copa do Mundo

Aprovação da Seleção Brasileira quase dobra em 3 jogos

Brasil encerra primeira fase com 75% de aprovação dos torcedores; Alisson, Bruno Guimarães e Matheus Cunha também ganham destaque após evolução da equipe sob comando de Carlo Ancelotti
Por O Correio de Hoje
26/06/2026 | 16:47

A classificação do Brasil à fase 16 avos de final da Copa do Mundo foi acompanhada por uma mudança na percepção da torcida sobre o desempenho da equipe comandada por Carlo Ancelotti. Depois de estrear sob críticas no empate diante do Marrocos, a Seleção encerrou a fase de grupos com 75% de aprovação dos torcedores, segundo a ferramenta “Jogou bem ou jogou mal?”, disponibilizada pelo Globo para avaliação das atuações ao fim de cada partida. O índice representa uma evolução consistente em relação aos 42% registrados na estreia e aos 65,8% alcançados após a vitória sobre o Haiti.

A melhora da avaliação acompanha a evolução apresentada em campo. O Brasil terminou a primeira fase na liderança do Grupo C, com sete pontos, duas vitórias e um empate, e mostrou crescimento coletivo à medida que Carlo Ancelotti ajustou a estrutura da equipe. As mudanças refletiram diretamente na percepção dos torcedores sobre jogadores que iniciaram o torneio cercados por desconfiança.

Alisson Copia
Alisson fez defesas importantes no jogo contra a seleção escocesa essa semana - Foto: reprodução / internet

O principal símbolo dessa transformação é Vinicius Júnior. Artilheiro da Seleção na Copa, com quatro gols e uma assistência, o atacante do Real Madrid terminou a fase de grupos como o jogador mais bem avaliado pelos leitores. Além da participação direta em todos os gols brasileiros até o momento, Vini consolidou o protagonismo ofensivo da equipe e respondeu em campo às expectativas depositadas sobre o camisa 7.

A evolução, porém, não ficou restrita ao ataque. O goleiro Alisson protagonizou uma das maiores mudanças de percepção entre os titulares. Criticado após sofrer um gol por cobertura diante do Marrocos, teve apenas 40% de aprovação naquela partida. Nos dois compromissos seguintes, entretanto, manteve a meta inviolada, realizou defesas importantes e alcançou 97,4% de aprovação contra a Escócia, segunda maior avaliação individual da equipe no confronto.

Bruno Guimarães também encerrou a fase inicial entre os destaques. Responsável por organizar o meio-campo e distribuir três assistências na competição, o volante viu sua aprovação crescer de 43% na estreia para 96,3% diante da Escócia, partida em que participou da jogada do terceiro gol brasileiro ao servir Matheus Cunha. Na média geral, figura entre os cinco atletas mais aprovados pela torcida.

Aprovação
Confira o ranking de aprovação ou desaprovação dos titulares da Seleção – Foto: reprodução / internet

Matheus Cunha completa o grupo de protagonistas da primeira fase. Depois de iniciar o Mundial como opção no banco de reservas, assumiu a vaga de titular e respondeu com três gols em três partidas. O atacante superou Igor Thiago na disputa pela posição e terminou a fase de grupos atrás apenas de Vinicius Júnior e Fabinho na média de aprovação dos leitores.

Entre os reservas, Fabinho foi quem mais aproveitou as oportunidades. Utilizado no segundo tempo das partidas contra Marrocos e Escócia, registrou média de 81,6% de aprovação e alcançou 87,6% na vitória sobre os escoceses. O desempenho reforçou o debate em torno da disputa por uma vaga no meio-campo.

Na direção oposta aparece Casemiro. Titular nas três partidas, o volante registrou apenas 18,9% de aprovação média durante a fase de grupos, tornando-se o jogador que mais desperta dúvidas entre os torcedores. Sua pior atuação, segundo a avaliação dos leitores, ocorreu justamente na estreia, quando recebeu apenas 2,7% de aprovação. Contra o Haiti, o índice subiu para 31,5%, antes de recuar para 22,5% diante da Escócia.

Os números, contudo, também mostram que o desempenho do volante evoluiu após mudanças promovidas por Ancelotti. Com Lucas Paquetá atuando mais centralizado, Casemiro passou a exercer uma função de cobertura no meio-campo, permanecendo menos exposto na marcação. A configuração se aproxima daquela desempenhada pelo jogador durante sua passagem pelo Real Madrid sob o comando do treinador italiano.

Outro atleta que apresentou crescimento nas avaliações foi o zagueiro Gabriel Magalhães. A diferença entre a aprovação obtida na estreia e a registrada contra a Escócia figura entre as maiores da equipe titular, refletindo a maior segurança defensiva apresentada pelo Brasil ao longo da competição.

Entre os jogadores que começaram o torneio como reservas, Rayan também ganhou espaço. Após demonstrar nervosismo em sua estreia contra o Haiti, quando recebeu 47,5% de aprovação, o atacante participou ativamente da vitória sobre a Escócia, colaborando ofensivamente e na recomposição defensiva. Como resultado, sua aprovação saltou para 84%, fortalecendo sua candidatura a permanecer entre os titulares nas próximas partidas.

Já Gabriel Martinelli percorreu caminho inverso. O atacante do Arsenal agradou ao entrar durante o confronto com o Haiti, alcançando 71,3% de aprovação, mas caiu para 49% diante da Escócia, perdendo espaço na avaliação da torcida.

A trajetória da Seleção ao longo da fase de grupos evidencia uma mudança gradual na percepção dos torcedores. A evolução coletiva promovida pelos ajustes de Carlo Ancelotti, somada ao crescimento individual de jogadores como Vinicius Júnior, Alisson, Bruno Guimarães e Matheus Cunha, ampliou a confiança da torcida às vésperas do início da fase eliminatória, na qual o Brasil buscará transformar o bom desempenho da primeira fase em uma campanha consistente rumo ao título mundial.