Depois de conquistar os Oscars de Melhor Filme e Melhor Direção com Oppenheimer, Christopher Nolan volta aos cinemas com uma adaptação de Odisseia, poema atribuído a Homero e considerado um dos pilares da literatura ocidental. O longa transforma a narrativa clássica em uma produção de grande escala, com elenco repleto de estrelas, filmagens internacionais e tecnologia desenvolvida especialmente para o projeto.
Com orçamento estimado em US$ 250 milhões — cerca de R$ 1,3 bilhão —, o filme foi gravado na Grécia, Marrocos, Itália, Islândia, Reino Unido e Estados Unidos. A produção também construiu cenários e objetos de cena do zero e utilizou uma câmera criada especificamente para registrar toda a obra em formato IMAX.

Ao contrário de outras grandes produções recentes, a equipe optou por reduzir o uso de computação gráfica. Figurantes e criaturas inspiradas na mitologia grega foram representados fisicamente durante as gravações, em vez de serem criados digitalmente.
O elenco reúne alguns dos nomes mais conhecidos de Hollywood, como Matt Damon, Anne Hathaway, Tom Holland, Zendaya, Robert Pattinson, Lupita Nyong’o e Charlize Theron.
Matt Damon interpreta Odisseu — também conhecido como Ulisses, na tradição latina —, o rei de Ítaca que leva duas décadas para retornar ao seu reino após a Guerra de Troia. “Caminhar pelo set e ver milhares de pessoas me fez me sentir como se estivesse fazendo um filme há 80 anos”, afirmou Damon, que trabalha pela terceira vez com Nolan.
O novo projeto amplia a escala das produções do cineasta britânico, responsável por filmes como a trilogia Batman, A Origem e Interestelar, e reforça a confiança da indústria em um dos diretores de maior prestígio da atualidade.
Segundo Nolan, o aspecto fantástico da narrativa foi um dos fatores que o motivaram a adaptar a obra. “A Odisseia é uma história maravilhosa para o cinema, porque ela abraça os elementos mais fantásticos da mitologia grega, e poder levar isso para um filme grandioso e moderno realmente me animou”, disse o diretor durante a estreia mundial do longa, realizada em Londres.
O cineasta também comentou as críticas de parte do público, que considerou a adaptação excessivamente contemporânea após a divulgação do primeiro trailer. “Sempre que você narra uma história, você o faz a partir da interpretação que tem dela. E, enquanto cineasta, eu sempre tento deixar isso atraente. Por isso precisava de uma abordagem terrena. Tentei criar um mundo coerente, que o público compreendesse.”
O lançamento chega dois anos após Oppenheimer, produção que ultrapassou US$ 1 bilhão em bilheteria mundial e garantiu a Nolan seus primeiros Oscars de Melhor Filme e Melhor Direção, consolidando o cineasta entre os principais nomes de Hollywood.