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Entrevista

“Temos tudo para dar um salto no pós-pandemia”, diz Silvio Torquato

Secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Silvio Torquato diz que criatividade será a palavra-chave para que setor produtivo supere a crise sanitária do novo coronavírus
Alex Viana / Diretor geral
11/07/2020 | 07:33

Secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Sílvio
Torquato acredita que criatividade será a palavra-chave da classe empresarial para superar a crise do novo coronavírus em termos econômicos no Estado.

“Realmente a situação é muito difícil. Nós não sabemos de fato o que vem daqui para a frente, mas que muita coisa vai mudar”, diz ele, nesta entrevista exclusiva ao jornal Agora RN.

"Temos tudo para dar um salto no pós-pandemia", diz Silvio Torquato - Agora RN

Sucessor de Jaime Calado na principal pasta econômica do governo Fátima Bezerra, Silvio detalha os impactos da crise no setor produtivo potiguar e diz que o Estado se preparar para lançar novo programa de desenvolvimento contemplando várias cadeias produtivas. Confira a seguir:

AGORARN – O senhor sempre ocupou cargos de relevância nos governos estaduais especialmente por ter um bom trânsito com o setor produtivo.
Com base nessa experiência em diferentes administrações é de se supor que nunca tenha enfrentado um problema das dimensões atuais. Qual é o tamanho desse desafio?

Silvio Torquato – Realmente a situação é muito difícil. Nós não sabemos de fato o que vem daqui para a frente, mas sim, muita coisa vai mudar. Teremos que ter criatividade para inventar novas formas de comercialização e de industrialização. Nunca vai se exigir tanto da mente humana e da criatividade da classe empresarial.

AGORARN – Quais os setores econômicos potiguares que, ao final da pandemia, precisaram de leitos hospitalares e quais irão para os leitos de
UTI?

ST – Nós temos tudo para o Rio Grande do Norte dar um salto pós-pandemia. Temos que trabalhar para que os setores possam se reerguer: por exemplo, nossas riquezas naturais para fabricação de piso cerâmico e de louça branca. Hoje nós temos uma grande oportunidade porque esse setor que estava nas mãos da China terá que vir para o mercado local. Se você
for a uma loja de materiais de construção você vai ver que 80% do porcelanato daquela loja é importado da China, em grande parte louça sanitária e louça de mesa. Então nós temos a chance de incentivar
nossas empresas para essas atividades.

AGORARN – O que muda durante a pandemia nas prioridades da Sedec com o coronavírus. O Proedi, por exemplo, passará por alguma alteração?

ST – O Proedi já atende muito bem às necessidades das empresas de porte médio e grande. Além disso, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa
elaborada com a participação da Sedec e do setor produtivo do estado já está desenhada e pronta para ir para a Assembleia Legislativa. Essa Lei precisa ser implementada o mais rápido possível.

AGORARN – Qual o plano de emergência do governo estadual para o ano que vem, quando teremos uma ideia melhor dos estragos causados pela pandemia na economia do RN?

ST – Nós estamos trabalhando aqui na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e também com as demais secretarias, como a da Agricultura, Recursos Hídricos, Infraestrutura, e Planejamento, em um plano de Apoio ao Desenvolvimento do RN. Estamos fazendo um levantamento e queremos
implementar uma série de medidas. Entre elas, incentivar a instalação de uma indústria de açúcar e álcool na região do Vale do Ceará-Mirim; incentivar a criação de uma indústria de leite em pó na região do Seridó;
e estamos realizando todos os esforços para reativar o transporte ferroviário. Nós temos produção em cargas pesadas e em grandes volumes, como é o caso do sal, que precisam de transporte ferroviário para escoamento. Também estamos nos esforçando para a implementação de um projeto que tanto sonhamos que é um porto graneleiro na região do Porto
do Mangue. Estas são apenas algumas ações.

AGORARN – E o que o senhor diria para todos aqueles homens e mulheres cujos negócios dão empregos no RN?

ST – A palavra-chave é criatividade. Precisaremos de muita criatividade para superar tudo o que está acontecendo, e isso vem com muito trabalho e muita luta. Temos certeza que a classe empresarial do Rio Grande Norte terá sucesso e sairemos fortalecidos desse momento tão difícil que atravessamos.

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