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Paralisação

Início da greve dos rodoviários causa aglomerações em Natal

Sem ônibus circulando nas ruas, as paradas de ônibus ficaram lotadas no primeiro dia da greve dos trabalhadores do transporte público da capital
Redação
23/06/2020 | 05:05

O primeiro dia de greve dos trabalhadores do sistema público de transporte de Natal afetou a vida de milhares de pessoas. Por toda a capital, diversas paradas de ônibus ficaram lotadas durante toda esta segunda-feira (22). Segundo os especialistas em saúde, as aglomerações precisam ser evitadas para impedir o avanço no contágio do novo coronavírus.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro), a categoria paralisou as atividades por tempo indeterminado, após sucessivas tentativas de diálogo junto ao prefeito de Natal, Álvaro Dias, e às empresas do setor. Os trabalhadores exigem a manutenção dos cobradores nos veículos e o pagamento de benefícios, como vale-alimentação e plano de saúde.

Início da greve dos rodoviários causa aglomerações em Natal - Agora RN

Durante a manhã, apenas 12 veículos da empresa Cidade do Natal circularam pela capital, segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU). O número ficou bem abaixo do que foi preconizado pelo órgão municipal, que delimitou uma porcentagem de 43% da frota circulando. Isso representa 243 ônibus, de acordo com a STTU.

Para reduzir as aglomerações, a STTU informou que permissionários do transporte alternativo, veículos do serviço escolar e táxis da Grande Natal foram autorizados a operar nos itinerários das linhas dos ônibus urbanos da cidade.

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos do Rio Grande do Norte (Seturn), o movimento grevista é inoportuno no atual momento de abrupta crise econômica, onde o setor de transportes da capital perdeu 70% do seu faturamento. Segundo a entidade, o Sintro quer “aproveitar-se da fragilidade social e das empresas do setor para discutir o aumento de salários muito acima da inflação”. As empresas alegam que, além dos benefícios trabalhistas, os rodoviários também pedem 8% de reajuste salarial.

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