O comércio varejista do Rio Grande do Norte registrou retração de 1,3% no volume de vendas entre abril e maio, o pior resultado entre os estados do Nordeste no período. Apesar da queda mensal, o setor mantém desempenho positivo nas comparações de médio e longo prazo e aparece na liderança nacional no crescimento acumulado dos últimos 12 meses.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).

Na série com ajuste sazonal, utilizada para avaliar a evolução entre meses consecutivos, o Rio Grande do Norte apresentou o maior recuo da região. Além do estado, tiveram resultados negativos Sergipe (-1,0%), Pernambuco (-0,6%), Maranhão (-0,3%) e Ceará (-0,2%). No Brasil, o indicador permaneceu estável no período.
Apesar da retração em maio, a comparação anual aponta recuperação. Frente ao mesmo mês de 2025, o varejo potiguar registrou crescimento de 1,4%, terceiro melhor desempenho do Nordeste, atrás apenas de Pernambuco, com alta de 7,4%, e Ceará, com avanço de 2,6%.
O segmento analisado inclui atividades como hipermercados, supermercados, comércio de alimentos, bebidas, fumo e outros produtos de consumo não duráveis e semiduráveis.
RN mantém desempenho entre os maiores do país
No acumulado de janeiro a maio de 2026, o comércio varejista do Rio Grande do Norte apresentou crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado colocou o estado na quinta posição do ranking nacional.
O principal destaque do levantamento, porém, está no acumulado dos últimos 12 meses. Nesse intervalo, o varejo potiguar avançou 6,1%, maior taxa registrada entre todas as unidades da Federação.
O desempenho indica que, mesmo com a desaceleração observada em maio, a atividade comercial do estado continua em ritmo superior à média nacional.
Comércio ampliado também registra queda mensal
A pesquisa do IBGE também acompanha o chamado comércio varejista ampliado, que inclui setores como veículos, motocicletas, peças, material de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo.
Nesse indicador, o Rio Grande do Norte apresentou retração de 1,6% na comparação mensal, segundo pior resultado do Nordeste. Na comparação com maio de 2025, porém, houve crescimento de 0,4%.
No acumulado de 2026, o comércio ampliado potiguar registra alta de 3,3%, mesmo percentual observado na análise dos últimos 12 meses.
Os números apontam para um movimento de acomodação após um período de crescimento mais intenso. Embora tenha apresentado queda em maio, o comércio do Rio Grande do Norte segue sustentado por resultados acumulados positivos e acima da média nacional.
A Pesquisa Mensal do Comércio é produzida pelo IBGE e acompanha a evolução do volume de vendas e da receita nominal do varejo brasileiro. Os dados são utilizados por empresas, instituições financeiras e gestores públicos para avaliar o comportamento da economia e orientar decisões relacionadas a investimentos, crédito e políticas públicas.