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Afirmação
Setor de serviços puxou demissões no Rio Grande do Norte, dizem dados do Caged
Ramo de serviços, Construção civil e a agropecuária estão entre setores que mais desempregaram potiguares em novembro; comércio, como sempre, foi o campo que mais empregou
Marcelo Hollanda
27/12/2017 | 12:42

Depois de dois anos em que perdeu quase 30 mil empregos formais, o Rio Grande do Norte fechou novembro com um saldo negativo de menos 137 empregos. Os dados estão no relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego divulgado nesta quarta-feira, 27.

Para o economista chefe do IBGE no RN, Aldemir Freire, ainda há uma boa chance de o estado fechar o ano com um modesto saldo positivo, principalmente em função das contratações sazonais na fruticultura e as registradas para as festas de Natal e Ano Novo.

Para variar, o setor que mais contratou foi o comércio com 941 empregos de saldo oriundos, principalmente, das contratações temporárias para o Natal. Os demais setores, com exceção do extrativo mineral, apresentaram quedas.
O setor de serviços, que registrou aumento na criação de vagas no primeiro semestre, fechou em novembro 361 postos, seguido da agropecuária com variação negativa de 240 empregos e da construção civil 215 demissões.

A indústria de transformação registrou no mês o fechamento de 189 vagas. Para Aldemir Freire, o relatório do Caged não trouxe a rigor nenhuma novidade.

Acompanhe a entrevista.

Jornal AgoraRN – O que o senhor achou dos dados do Caged?

Aldemir Freire – Achei absolutamente normais, ou seja, sem surpresas para uma economia que tenta se recuperar. Neste segundo semestre estamos por conta das contratações sazonais da fruticultura e do comércio e, depois de um primeiro semestre bom, o setor de serviços mudou e passou a demitir mais do que contratar.

JARN – O senhor está otimista com 2018?

AF – Eu diria que não temos, a julgar por esses dados do Caged, uma ideia muito precisa de qual será a recuperação do mercado de trabalho. Agora, é inegável que houve uma reação. Conseguimos estancar a queda que vinha se repetindo nos últimos dois anos.

JARN – Em condições normais, sem a crise, o saldo positivo de empregos poderia de ser de quanto?

AF – Quinze mil empregos, tranquilamente.

JARN – A que o senhor atribui esse começo de ano melhor em relação ao segundo semestre?

AF – No final do ano passado tivemos a regularização das contas do Estado, com a entrada de dinheiro extra da repatriação de recursos de brasileiros no exterior; a liberação do FGTS dos inativos também ajudou, aquecendo a economia e tudo isso teve um efeito residual que ajudou na criação de empregos.

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