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Mandato
Presidente eleito do Sinduscon-RN diz que é preciso crescer do jeito certo
Para Silvio Bezerra, é fundamental remover as amarras que engessam o crescimento de Natal , rentabilizar os investimentos, adensando a ocupação em áreas já saneadas
Marcelo Hollanda
22/10/2018 | 11:10

O engenheiro Sílvio Bezerra está de volta à presidência do Sinduscon-RN.

Na última sexta-feira, 88% dos empresários filiados à entidade e aptos a votar, sem nenhum voto nulo, decidiram que ele ressume a entidade em 19 de janeiro, quando Arnaldo Jr. deixar o cargo que ocupou por dois mandatos.

Junto com ele, ocupam a nova diretoria os empresários Sergio Azevedo, eleito vice-presidente de Obras Públicas, e Marcos Aguiar, vice-presidente de Mercado Imobiliário.

Neste fim de semana, numa mensagem pelo WhatsApp, Silvio Bezerra agradeceu o apoio à chapa dele e disse que trabalhará para vencer os desafios da crise econômica, que derrubou o mercado e ceifou mais de 30 mil empregos na construção civil do RN.

Em entrevista ao Agora RN, o diretor-presidente da septuagenária construtora Ecocil, mostrou não ter nada de velho.

“Aos cinquentinha estou como vigor de 20”, brinca ele, enquanto relaciona as brigas que terá que comprar no ano que vem, com o RN e o Brasil sob novas direções.

Domesticamente, a principal batalha de Silvio Bezerra será ajudar a tirar a construção civil potiguar do buraco que engoliu centenas de empresas pelo país.

Na pauta crítica do futuro presidente estão a falta de uma regulamentação dos distratos imobiliários e os eternos anacronismos do Plano Diretor, que insiste em engessar o desenvolvimento da Capital e Região Metropolitana.

Nesse caso, não há diferenças de posições entre ele e a o atual presidente, Arnaldo Jr.

“É preciso o quanto antes remover as amarras que engessam o crescimento da cidade para onde interessa, rentabilizar os investimentos, adensando a ocupação em áreas já saneadas”, proclama.

Bezerra não entende, por exemplo, porque ainda se insiste em horizontalizar a cidade, o que implica em arremessar para longe os investimentos que precisariam ser aplicados onde já existe infraestrutura e pessoas precisando deles.

“Tem que adensar Natal como um todo para melhorar a qualidade dos serviços e não distanciar as pessoas do que elas precisam”, reafirma, sem perder a oportunidade de lembrar os empreendimentos construídos ao longo da BR 101 em direção à Parnamirim.

“Hoje, as pessoas que precisam voltar para casa no fim do expediente sabem o que eu digo”, alfineta.

Outra questão crítica que ocupou os últimos meses da presidência de Arnaldo Jr e vai se renovar na gestão de Silvio Bezerra é a dos distratos imobiliários.

“Grandes empresas do Brasil quebraram por causa disso”, lembra Bezerra. “E isto exclusivamente graças a não regulamentação de uma lei que trataria esses distratos de maneira equilibrada”, afirma.

Segundo Silvio Bezerra, em qualquer país civilizado – leia-se Europa e EUA – não se devolve dinheiro para quem apostou num empreendimento imobiliário, especialmente quando parte do valor aplicado foi para remunerar a corretagem e a divulgação do empreendimento.

“Não dá pra reaver a comissão paga ao corretor e a propaganda feita em jornal e televisão e muito menos os materiais aplicados na obra”, raciocina.

Guardadas as devidas proporções, é o mesmo que a Petrobras devolver dinheiro ao investidor porque suas ações perderam valor de mercado, compara.

Para Silvio Bezerra, é preciso raciocínio lógico quando se fala dos novos tempos.

“Hoje, o mundo pensa mais em compartilhar áreas comuns do que individualiza-las, o que está custando muito caro. É por isso que as pessoas moram cada vez mais em espaços pequenos, compartilhando áreas comuns e este conceito, que já se instalou pelo mundo, precisa desembarcar por aqui”, conclui.

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