A caderneta de poupança fechou junho com saldo positivo de R$ 2,1 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira 7, pelo Banco Central. Foi o segundo mês consecutivo em que os depósitos superaram os saques, interrompendo a sequência de retiradas registrada no início do ano. No acumulado de 2025, porém, o saldo ainda é negativo em R$ 49,6 bilhões.
No mês passado, os depósitos somaram R$ 365,7 bilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 363,5 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança foram de R$ 6,4 bilhões. Com isso, o saldo total da aplicação permanece acima de R$ 1 trilhão.

Apesar da recuperação parcial, a poupança segue afetada pelo cenário de juros elevados. A taxa Selic foi mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), após sete altas consecutivas. A elevação da Selic estimula aplicações mais rentáveis que a poupança, como Tesouro Direto e fundos de renda fixa.
Na ata da última reunião, o Copom sinalizou que os juros devem permanecer nesse patamar nas próximas decisões, mas não descartou novas elevações caso a inflação pressione a economia. As projeções do mercado indicam que a Selic deve encerrar 2025 em 15% ao ano.
Nos últimos dois anos, a poupança teve resgates líquidos de R$ 87,8 bilhões em 2023 e de R$ 15,5 bilhões em 2024, tendência que reflete a busca dos investidores por opções com maior rentabilidade diante da alta da taxa básica de juros.