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Mercado
Potigás trabalha para ampliar sua base de clientes em meio à crise fiscal
Secretário-chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado sinalizou nesta quinta-feira para a possibilidade de medidas na área de distribuição de gás canalizado, área de atuação da Potigás
Redação
05/07/2019 | 07:42

O secretário-chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado, Raimundo Alves Júnior, voltou a descartar nesta quinta-feira, 4, qualquer possibilidade de privatização da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), mas sinalizou para a possibilidade de medidas na área de distribuição de gás canalizado, área de atuação da Potigás.

Em entrevista ao programa Manhã Agora, da rádio Agora FM (97,9), Raimundo comentou as oito exigências impostas pelo Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF), também conhecido como Plano Mansueto. Ao afirmar que o governo Fátima Bezerra não pretende de forma alguma vender a Caern e “mexer” nos direitos dos trabalhadores, ele abriu a possibilidade de o Estado fazer um debate em torno na área de distribuição de gás, exigência primeira do plano federal.

Um dos pontos sugeridos no Plano de Equilíbrio Fiscal é a criação do consumidor livre de gás, que vai permitir que grandes consumidores de gás natural possam adquirir o insumo diretamente do produtor, pagando uma tarifa reduzida à Potigás pela prestação do serviço de distribuição.

Em jogo, está o aval federal para que o RN possa captar no mercado R$ 1,1 bilhão para fazer frente aos problemas financeiros de curto prazo. O mínimo que o plano aceita é a adoção pelos estados de três medidas.

Ouvida pelo Agora RN, a presidente da Potigás, Larissa Dantas Gentile, disse que tem um encontro pré-agendado ainda para este mês com a governadora Fátima para debater o assunto.

Acrescentou que, no primeiro semestre deste ano, a companhia registrou um crescimento de 7,4% em sua base de usuários de gás encanado, o que representou quase 2 mil novos clientes, a maioria no segmento residencial, o que mais cresce no Estado.

Hoje, a carteira da Potigás é de 25 mil clientes nos segmentos comercial, residencial, industrial e veicular. O lucro líquido da empresa, registrado até maio último, alcançou os R$ 9,6 milhões.

Para Larissa Dantas Gentile, caso o governo federal consiga levar a efeito o barateamento do custo do gás, quebrando o monopólio da Petrobras nessa área, a Potigás teria condições extremamente favoráveis de ampliar sua rede de gás encanado pelo estado.

“Para nós, quanto mais barato for o gás, melhor para ampliarmos nossa base de clientes dentro de uma proposta social de levar esse insumo para residências e indústrias”, lembrou Larissa.

Afirmou que um diferencial do RN nessa questão é a quantidade apreciável de poços maduros existentes em seu território, cuja exploração por parte da iniciativa privada aumentaria a oferta do insumo, com a consequente queda do preço.

Larissa Gentile informou este ano que a empresa já investiu mais de R$ 1 milhão em obras de infraestrutura na Grande Natal e Mossoró, que registrou um aumento de mais de 6 mil metros de gasodutos servindo a várias de suas localidades.

No total, a malha de gasodutos do Rio Grande do Norte foi acrescida em mais de 9 mil metros de extensão e agora conta com mais de 425 Km espalhados por Natal, Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Goianinha.

Pelo Plano Mansueto, os Estados terão liberdade para definir quais medidas serão adotadas para atingir o equilíbrio necessário. A cada ano eles terão de comprovar melhora na poupança corrente – que hoje é negativa em muitos deles – para que haja liberação de nova tranche da garantia do empréstimo, em um processo sucessivo até 2022.

Enquanto decide que medidas do Plano Mansueto vai adotar, o governo estadual luta para equacionar suas contas em julho, já que aguarda um repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE) mais de 50% menor do recebido em fevereiro, mês em que o repasse foi de R$ 440 milhões.

“Se você levar em consideração que a folha de pagamento dos servidores são R$ 380 milhões, uma queda de 200 milhões na arrecadação é considerável”, admite o secretário-chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado, Raimundo Alves Júnior.

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