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Previdência
Poderes e órgãos deviam assumir responsabilidades, diz presidente do Ipern
Nereu Linhares afirmou que os órgãos estaduais que hoje possuem aposentadorias pagas pelo Governo do Estado deveriam assumir seus próprios encargos previdenciários
Júnior Lins
18/07/2019 | 10:57

O presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipern), Nereu Linhares, defendeu que os demais poderes e órgãos com autonomia financeira no Rio Grande do Norte assumam os encargos previdenciários dos seus inativos, cujos benefícios são pagos pelo Executivo.

“Hoje são pagas [pelo Ipern] as aposentadorias do Judiciário, Legislativo, Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado, enquanto que cada um destes órgãos deveria assumir as responsabilidades”, sustentou Nereu, em entrevista à rádio Agora FM (97,9).

Linhares assinala que, até o ano de 2005, o Ipern não recebeu o financiamento para aposentadoria desses servidores. Ele conta que, mesmo com esse déficit, ainda havia uma quantia guardada anteriormente no fundo previdenciário. Porém, o valor foi consumido pelo Executivo, após autorização da Assembleia Legislativa.

“O Ipern paga hoje quase 50 mil aposentados dos quais ele nunca recebeu nenhum recurso para a aposentadoria. Tínhamos um fundo com uma reserva de um R$ 1 bilhão em dezembro de 2014. Não temos mais, pois foi tudo gasto por uma lei aprovada pelos deputados”, explicou.

No tocante ao método a ser aplicado para melhorar a situação financeira previdenciária do Rio Grande do Norte, o presidente do Ipern acredita que a realização de novos concursos seja uma solução. Para ele, o Estado está funcionando “praticamente com apenas terceirizados” e não está havendo a reposição em cargos de funcionários aposentados.

“O problema do Rio Grande do Norte é o desemprego; a economia estagnada. O Estado, há mais de 15 anos, não faz um concurso geral. Os servidores estão se aposentando e estas vagas não estão sendo repostas”, criticou.

Nereu também avaliou que a culpa da atual “crise” na previdência deve-se às formas de empregabilidade pública, utilizadas em décadas passadas, e às más gestões financeiras anteriores.

“Estamos vivendo a ressaca da farra dos anos 1980”, encerrou.

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