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Economia

Lula avalia escolher Rafael Fonteles para comandar Ministério da Fazenda

Governador reeleito do Piauí é o nome mais cotado para a pasta; presidente ainda não tomou uma decisão
Agora RN
26/10/2026 | 22:28

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou a aliados que deseja incorporar o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), à equipe de seu quarto mandato. O Ministério da Fazenda é o destino mais cotado. Auxiliares do presidente avaliam que Fonteles reúne preparo técnico, capacidade política e densidade eleitoral para comandar uma das principais pastas do governo.

Segundo interlocutores, o governador já demonstrou disposição para renunciar ao segundo mandato caso receba um convite apresentado como uma missão presidencial. A saída, entretanto, seria politicamente delicada diante da votação expressiva obtida no estado (ele foi reeleito com 70,9% dos votos, no primeiro turno). Aliados, porém, afirmam que Fonteles gosta de desafios e estaria disposto a assumir a responsabilidade.

Lula e Rafael Fonteles levantam as mãos juntos durante agenda em Teresina
Presidente Lula com governador do Piauí durante agenda em Teresina (PI) — Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Antes de ser governador do Piauí, Rafael Fonteles foi secretário de Fazenda do Estado e chegou a presidir o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz) — cargo que também foi ocupado por Cadu Xavier (PT), eleito governador do Rio Grande do Norte no domingo 25.

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Lula ainda não tomou uma decisão. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também é mencionado para a Fazenda, caso a opção pelo governador não avance, e não está descartada a escolha de um nome do mercado. Já Bruno Moretti deve permanecer no Ministério do Planejamento, respaldado pela confiança presidencial em seu preparo técnico e habilidade de negociação no Congresso.

Fonteles e Alckmin são considerados nomes alinhados à agenda de Lula, com perfil semelhante ao de Fernando Haddad. Durante o terceiro mandato, o presidente acolheu algumas propostas de aproximação com o mercado, como o arcabouço fiscal, mas contrariou a equipe econômica em outras decisões, a exemplo da inclusão das carnes na cesta básica da reforma tributária.

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Pessoas próximas observam que Fonteles preparou condições para uma eventual transferência a Brasília durante a campanha. O governador mudou o vice e escolheu Washington Bandeira (PT), então secretário de Educação e pessoa de sua confiança. Para assegurar a indicação, enfrentou dirigentes locais do PT. A presença de um aliado próximo na sucessão facilitaria uma eventual saída do governo estadual.

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Fonteles também ampliou sua participação na campanha presidencial. Como um dos coordenadores do segundo turno, ajudou a preparar Lula para os debates, ao lado do senador Camilo Santana (PT-CE) e do ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira. No discurso da vitória, no domingo 25, recebeu um elogio especial do presidente.