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Balanço
Fundos de investimento têm captação líquida de R$ 47,8 bilhões no primeiro trimestre
A captação nos três primeiros meses de 2019 foi mais equilibrada do que em igual período de 2018
Agência Estado
08/04/2019 | 15:33

Os fundos de investimento tiveram captação líquida de R$ 47,8 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa um recuo de 18,2% ante igual período do ano passado. O montante ficou abaixo da média de R$ 55,8 bilhões dos últimos cinco anos, segundo cálculo da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). A média do período é inflada pela captação líquida recorde de R$ 110,2 bilhões no primeiro trimestre de 2017.

A captação líquida nos três primeiros meses de 2019 foi mais equilibrada do que em igual período de 2018, quando a classe multimercados foi responsável por mais de 60% do saldo positivo. No primeiro trimestre deste ano, multimercados tiveram captação líquida de R$ 12,4 bilhões, seguidos da classe ações (R$ 12,0 bilhões), de previdência (R$ 10,1 bilhões) e Fidc (R$ 9,8 bilhões). Somente a classe de fundos cambiais registrou resgate líquido (-R$ 200 milhões). Apesar do crescimento da classe multimercados e ações, os fundos de renda fixa continuam com a maior fatia do patrimônio líquido da indústria de fundos: 43,5% no fim de março.

Com o maior crescimento das captações do que dos resgates, o patrimônio líquido total da indústria de fundos no Brasil no fim de março cresceu 11,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando R$ 4,8 trilhões. Esse montante é distribuído em 17.824 fundos geridos por 642 gestores. Nesse total, estão incluídos todos os fundos, inclusive os exclusivos (feitos especialmente para um investidor ou um grupo de investidores).

Tendência positiva
A tendência para a indústria trilionária de fundos de investimento no Brasil continua positiva, apesar da queda de 18,2% na captação líquida no primeiro trimestre deste ano ante o mesmo período de 2018. O saldo entre ingresso e saída de recursos do setor, que chegou a R$ 4,8 trilhões de patrimônio líquido em março deste ano, deve seguir positivo e crescer ao longo do ano, na avaliação do vice-presidente da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), Carlos André.

“À medida em que tenhamos uma maior clareza sobre a implementação das reformas, sobretudo a da Previdência, a tendência é que os ativos ‘performem’ bem e os investidores aproveitem as oportunidades”, afirmou André em teleconferência com a imprensa nesta segunda-feira (8).

O vice-presidente da Anbima e presidente da BB DTVM, maior gestora de fundos do Brasil, justificou a queda do início deste ano a alguns fatores. Além da cautela com a menor clareza sobre a execução da agenda liberal do novo governo, o recuo no saldo positivo entre captações e resgate deve-se a uma herança de 2018 e também a um primeiro trimestre muito forte no ano passado. André explica que a greve dos caminhoneiros e as eleições aumentaram a volatilidade das aplicações financeiras e, assim, reduziram o apetite do investidor em aumentar os aportes em fundos no ano passado. Além disso, o vice-presidente da associação afirmou que a comparação entre 2019 e 2018 era desfavorável para este ano. Ele argumentou que o primeiro trimestre do ano passado foi excepcionalmente positivo, ainda refletindo o desempenho acima da média da indústria de fundos em 2017.

Diante da perspectiva de a taxa básica de juros continuar baixa (a 6,5% ao ano), o VP da Anbima afirma que a tendência é de continuidade da diversificação entre as diferentes classes de fundos. “O levantamento mostra que o investidor ainda enxerga a renda fixa como uma boa alternativa para alocação dos recursos”, diz André, referindo-se ao fato de essa classe responder por 43,5% do patrimônio líquido do setor em março deste ano. Em março de 2017, esse porcentual era de 48%.

Enquanto a classe renda fixa perde espaço nos últimos anos, as classes ações (de 6,2% para 6,9%), multimercados (de 19,7% para 21,3%) e previdência (15,3% para 17,5%) cresceram entre março de 2015 e o mês passado.

“Multimercados é uma classe que tende a receber volume de recursos representativo, porque, tradicionalmente, o investidor que tem recursos alocado em renda fixa opta por essa outra categoria quando busca retornos adicionais”, afirmou o vice-presidente da Anbima.

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