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Câmbio
Dólar alto pode gerar mais elevações de preços nos combustíveis e gás
Economista Sandra Barbosa destaca fatores externos, como a alta dos juros nos Estados Unidos, e os internos, como a insegurança eleitoral em momento turbulento, motivam a oscilação
Redação
16/09/2018 | 08:58

A alta do dólar, que atingiu o patamar de R$ 4,20, pode provocar elevações de custos em produtos que mexem com o bolso dos mais pobres aos mais ricos: os combustíveis e o gás de cozinha. Os dois produtos estão com preços atrelados ao dólar, que já valorizou 26% este ano e, por enquanto, aponta para um viés de alta.

Sandra Barbosa, do Núcleo de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), explica que o aumento da taxa de juros nos Estados Unidos proporcionou o direcionamento de muitos investimentos para lá, deixando países emergentes – como o Brasil – em uma posição desfavorável, mesmo a taxa de juros básica do Brasil sendo de 6,25% ao ano, ou seja, três vezes maior que a americana. Há outros países, como a Turquia e a Argentina, em que a situação é pior, por não ter reservas cambiais, o que o Brasil tem de sobra.

Para Sandra Barbosa, uma maior valorização do dólar tenderá – em princípio – favorecer o setor exportador de maneira geral. No entanto, ela lembra que muitas empresas exportadoras já têm contratos com o dólar pré-fixado, justamente para não sofrer tanto com instabilidades mercadológicas, tanto com dólar alto, quanto com o dólar baixo. Na avaliação da economista, como o Brasil importa a maior parte do petróleo e gás consome, os maiores riscos são de novos aumentos sobre estes produtos.

Apesar dos fatores externos influenciarem no cenário de incerteza, as questões internas desencadeadas pelo processo eleitoral também podem causar estragos econômicos, principalmente enquanto houver uma insegurança eleitoral. “Infelizmente, decisões de aplicações de recursos mais vultosos serão postergadas e o modelo adotado para o estabelecimento dos preços contribuem para um cenário de incertezas. Por outro lado, setores como o de turismo internacional, podem ser beneficiados. Os juros nos Estados continuarão a aumentar e na Europa acontecerá o mesmo”, disse Sandra Barbosa.

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