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Comércio
Criador do “Viva Centro” diz que muitos lojistas pensam do “balcão para dentro”
Para Delcindo Mecena, o fato lojistas e camelôs do Alecrim tomarem uma iniciativa de começarem a se entender melhor é um grande passo para melhorar seus negócios, disciplinando o espaço que hoje provoca problemas no popular bairro natalense
Redação
17/07/2019 | 08:56

O empresário Delcindo Mascena, um dos organizadores do “Viva o Centro”, movimento criado no final do ano passado para organizar os comerciantes da Cidade Alta de Natal, elogiou a iniciativa de lojistas e camelôs do Alecrim, que começaram a debater esta semana um código de convivência nas entulhadas calçadas do maior bairro de comércio popular da cidade.

Para Mascena, o fato das lideranças de ambas as partes (lojistas e camelôs) tomarem uma iniciativa como esse “já revela um grau importante de amadurecimento, que compensa a ausência do poder pública nas soluções do grandes problemas do bairro”.

No caso do Alecrim, além da crônica falta de estacionamento e uma convivência difícil entre os ambulantes e lojistas, o empresário destacou como “prioritária” a criação de normas de convivência entre os comerciantes a camelôs.

Mascena criticou o individualismo excessivo de muitos comerciantes, que pensam os seus negócios do “balcão para dentro”, evitando se envolver em problemas comunitários.

“Aqui mesmo, no Centro da cidade, são 600 comerciantes, mas só dois ou três se propõem a colaborar na defesa de questões que beneficiariam a todos”, observou.

No caso do Alecrim, na opinião de Mascena, desde que os ambulantes se fixaram na frente de muitas lojas – o que, segundo ele, “não deveria ter sido permitido lá atrás” – o que resta é “colocar regras nessa convivência, já que os camelôs dependem de seus pontos para sobreviver e sustentar suas famílias”.

Para o presidente da Associação dos Empresários do Alecrim (Aeba), Pedro Campos, a iniciativa de José Anchieta Alves da Costa, uma liderança que ele define como “histórica dos camelôs”, que aceitou debater as propostas dos empresários com os ambulantes, “é histórica”.

O próprio Anchieta disse que nunca viu, em mais de meio século que ele convive com os ambulantes do bairro, “nada parecido com o que acontece agora”.

Ainda na opinião de Delcindo Mascena, quando o poder público não atua como um intermediador dos problemas de bairros como o Cen tro e o Alecrim, “é preciso que os próprios comerciantes, sejam eles formais ou informais, busquem as próprias saídas”.

Entre as propostas, no caso do Alecrim, estão a possibilidade de permitir colocação de bancas nas calçadas em fila dupla; deixar a área de passeio nas calçadas nunca inferior a 1,60m de largura e não permitir a colocação de bancas nas esquinas, respeitando um limite mínimo de quatro metros da esquina para colocação da primeira banca.

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