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Camarão
Balança da carcinicultura volta a pender para o Rio Grande do Norte
Produção atual ao redor de 15 mil toneladas, o estado que no passado liderava a produção nacional, já amargou anos de descaso e preconceito por parte das autoridades
Redação
05/10/2018 | 10:07

Ex-presidente e atual secretário da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, não hesita em dizer que os bons tempos estão de volta à carcinicultura do Rio Grande do Norte.

Com uma produção atual ao redor de 15 mil toneladas, o estado – que no passado liderava a produção nacional -, amargou anos de descaso e preconceito por parte das autoridade. Até a aprovação, em julho de 2015, da Lei Cortez Pereira, que dispõe sobre o desenvolvimento sustentável da carcinicultura no RN.

A partir disso, lembra Itamar, o estado passou a contar com o apoio que precisava para enfrentar problemas globais da produção do camarão, como a mancha branca, a doença mais devastadora do cultivo desse crustáceo no mundo.

A partir do apoio governamental, explica Itamar, os produtores potiguares foram capazes de se armar com a doença, que não pode ser vencida, apenas por meio da convivência obtida com a assimilação de tecnologias.

“Basta manter os viveiros a uma temperatura constante entre 30 a 35 graus para afastar a proliferação da doença, que mercado para todo o tipo de camarão não falta”, explica.

A única oposição na Assembleia Legislativa por ocasião da aprovação da Lei Cortez Pereira, que venceu por 19 a 1 foi do deputado Fernando Mineiro, do PT.

Mas mesmo este solitário voto contrário, numa sessão marcada por faltas, segundo Itamar, não por ser explicado por meio de uma ideologia contrária, uma vez que a partir daí o RN exportou a Lei para vários estados produtores, inclusive o Piauí, comandado por um governo petista, que comprou plenamente o projeto.

“Nesse sentido – afirma Itamar Rocha – “não podemos nos queixar do governo Robinson e muito menos da direção do Idema, que compreendeu o potencial da carnicicultura e passou a colaborar com o desenvolvimento de uma atividade economicamente muito importante para o estado”.

O que representou um problema para os produtores locais e que chegou antes aqui – a mancha branca – passou a ser um fator importante de recuperação, já que a carcinicultura potiguar se armou antes para enfrenta-la.

O resultado foi que, na gangorra entre Rio Grande do Norte e o Ceará pela liderança da produção nacional -, a balança voltou a pender para o RN, que pelo terceiro ano consecutivo vai sediar a Feira Nacional do Camarão, que acontece em dezembro, atraindo a atenção de produtores nacionais e internacionais.

“A Fenacam é uma balança do setor há muitos anos e agora nos recoloca como bola da vez da carcinicultura brasileira”, resume Itamar Rocha.

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