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Últimos números
Agricultura puxou a queda do PIB potiguar em 2015, diz IBGE
Levantamento por estado, que saiu com atraso de dois anos em relação à pesquisa nacional da instituição, revela quem cresceu e quem encolheu no RN
Marcelo Hollanda
16/11/2017 | 17:16

A agricultura, que tradicionalmente puxa os índices de emprego e renda no Rio Grande do Norte nos meses das safras de cana e da fruticultura, foi em 2015, em relação a 2014, o segmento que apresentou a maior queda entre todos os setores da economia potiguar no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de toda a riqueza produzida durante o ano no estado: – 10,3%.

Esta foi uma das novidades contidas no estudo divulgado nesta quinta-feira, 16, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, contendo o resultado do PIB de todos os estados brasileiros. Embora já estejam à disposição levantamentos parciais do PIB nacional deste ano até o segundo trimestre, os relativos a cada uma das unidades da Federação foram divulgados com atraso de dois anos pelo IBGE.

Segundo o delegado regional do IBGE no RN, Aldemir Freire, embora a queda do PIB estadual tenha sido ligeiramente menor do que muitos estados, a crise econômica nacional cumpriu o seu papel ao derrubar o desempenho de diversos setores econômicos. “Mas como em tudo na vida, houve setores que cresceram, como o de energia, que teve nas eólicas um dos fatores positivos”.

Os números

Em 2015, o PIB do RN foi de R$ 57,25 bilhões, uma queda de 2,0% em relação a 2014. Entre 2002 e 2015 o PIB do RN cresceu a uma taxa média anual de 2,6%; o PIB do Nordeste cresceu nesse período a uma taxa de 3,3% ao ano e o do Brasil cresceu a 2,9% ao ano. Embora tenha sido o estado cuja o PIB tenha tido uma queda menor em relação a outros estados, esse número negativo teve a colaboração da indústria e, principalmente, da agricultura.

O setor do agro potiguar, que atingiu a casa dos R$ 1,64 bilhão em 2015, sofreu com efeitos climáticos e a consequente redução em áreas plantadas e da produção. Praticamente todas as culturas sofreram nesse processo de encolhimento, como a cana, a castanha de caju, banana, feijão e milho.

Dos 18 segmentos pesquisados, seis apresentaram crescimento para efeito do cálculo do PIB; um setor ficou inalterado, ou seja, não cresceu e nem diminuiu e 11 registraram quedas. É nesta parcela que setores como a indústria de transformação (a que transforma matéria-prima em um produto final); transporte, armazenagem e correio, construção e agricultura, entre outros, revelaram as maiores quedas que resultaram numa retração do PIB estadual.

No caso da indústria potiguar, houve o impacto negativo das cadeias de petróleo e indústria extrativa que viu sua participação ser reduzida em 3,4% – de 7,5% em 2014 para 4,1% em 2015 no valor adicionado bruto da economia, explicado pela queda internacional dos preços do petróleo.

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