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Galeria Newton Navarro reabre com arte, memória e acessibilidade: “Homenagem ao artista que mais amou Natal”

Além de obras do artista, mostra reúne poemas, entrevistas e documentos que revelam a multiplicidade de um dos principais nomes da cultura potiguar
Por Belita Lira
17/07/2026 | 12:03

Poucos artistas estabeleceram uma relação tão profunda e íntima com Natal quanto Newton Navarro. O escritor potiguar Sanderson Negreiros descreveu as obras do amigo como uma projeção de sua alma natalense carregada de paixão. “Suas ruas, seus becos, suas esquinas, o mar e o rio riscam-se de encanto e fixam-se em nós como que sobrelevado”, escreveu em 1968. E não há definição melhor do que essa. Navarro parecia estender seu espírito e derramar todo seu ser em tudo que se propunha a criar.

Em pinturas, poemas, crônicas e peças teatrais, ele transformou o rio Potengi, a Cidade Alta, a Ribeira, os pescadores, os vaqueiros e o cotidiano da capital em matéria-prima de uma produção que ajudou a construir a identidade cultural do Rio Grande do Norte.

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Galeria Newton Navarro reabriu após 31 anos com estrutura modernizada e exposição dedicada à trajetória do artista potiguar. - Fotos: José Aldenir / Agora RN

Agora, sua obra volta a ser contemplada e reconhecida com a reabertura da Galeria Newton Navarro, mais de três décadas após sua última exposição no espaço. Reinaugurada no dia 9 de julho, após uma ampla requalificação realizada pela Prefeitura do Natal, a galeria recoloca suas obras no centro da cena artística, permitindo que Navarro volte a ocupar o espaço que sempre lhe pertenceu.

Instalada na Fundação Capitania das Artes (Funcarte), no Centro Histórico da cidade, a galeria reabre com uma mostra que apresenta cerca de 60 obras provenientes de acervos públicos, institucionais e coleções particulares, reunindo diferentes fases da produção do artista. O percurso também incorpora nove cadernos originais de rascunhos, livros, reportagens, seis obras animadas e entrevistas raras concedidas por Newton Navarro ao Museu da Imagem e do Som de São Paulo, na década de 1980, e ao programa Memória Viva.

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Espaço passou por requalificação completa e volta a integrar o circuito cultural do Centro Histórico de Natal. Foto: José Aldenir / Agora RN

Durante anos, a Galeria Newton Navarro permaneceu como um dos espaços mais simbólicos — e, ao mesmo tempo, mais silenciosos — da produção artística potiguar. No coração da Cidade Alta, ela acompanhou transformações urbanas, viu o Centro Histórico perder parte do seu movimento cotidiano e passou décadas sem receber uma intervenção estrutural capaz de prepará-la para os desafios da produção contemporânea.

A reforma foi viabilizada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Ministério da Cultura. O espaço recebeu nova climatização, sistema de iluminação cênica e técnica, expositores, reserva técnica e adaptações voltadas à acessibilidade, permitindo receber mostras de diferentes formatos e dimensões.

Para a presidente da Funcarte e secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo, a intervenção ultrapassa a recuperação física do prédio e representa uma atualização completa do funcionamento da galeria. “Há 31 anos foi feita a última exposição de Newton Navarro aqui e durante esse período ela não passou por intervenções severas de recuperação da rede hidráulica, da rede elétrica, toda a parte de cobertura.”

Segundo ela, o projeto buscou preparar o espaço para atender aos padrões exigidos por exposições contemporâneas. “Ela precisava ser revista não só do ponto físico, como também do corpo, da gestão funcional de uma exposição. Todos esses expositores, toda a parte de iluminação cênica, iluminação de serviço e pontual, passou pela mão de pessoas preparadas para essa finalidade. A galeria hoje pode receber qualquer tipo de exposição, qualquer tipo de vernissage, seja nacional, internacional ou local, com qualidade, com acessibilidade.”

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Mostra incorpora obras táteis, audiodescrição, textos em braile e experiências sensoriais para ampliar o acesso ao acervo. – Foto: Victor Santos

A acessibilidade tornou-se um dos eixos da requalificação, até porque a cultura só cumpre plenamente seu papel quando pode ser vivenciada por todos. A exposição incorpora recursos em braile e experiências sensoriais, ampliando o acesso ao acervo para diferentes públicos. Dez obras contam com versões sensoriais, ficha técnica em braile e audiodescrição. Além disso, foi criado o sinal de “Navarro” em Libras. A mostra é considerada uma das primeiras de Natal a reunir esse conjunto de recursos de acessibilidade.

A curadoria da mostra foi conduzida por Sanzia Pinheiro, em parceria com Daniela Brito. Durante meses, as pesquisadoras percorreram instituições públicas, coleções privadas e acervos particulares em busca de obras que permitissem apresentar Newton Navarro em toda a sua amplitude. “Nós passamos seis meses pesquisando em instituições, em coleções particulares, nos colecionadores da cidade, estudando esse material e pensando como que iríamos disponibilizar ele no espaço expositivo, quais eram as obras que tinham diálogo e conseguiam constituir um corpo com força suficiente para sensibilizar as pessoas que vêm visitar a nossa exposição.”, conta Sanzia.

Ao invés de limitar o percurso às artes visuais, a exposição procura revelar a diversidade criativa de Navarro.”Newton Navarro apresenta a Arte Moderna na cidade, em 1949. Nós apresentamos esse artista na sua multiplicidade, porque ele não foi só um artista visual, ele foi um escritor, ele também é um dramaturgo”, explica a curadora.

A produção literária de Newton Navarro também ocupa o espaço expositivo, distribuída em fragmentos de poemas e textos que dialogam diretamente com suas pinturas. “Tem algumas frases que estão soltas pelo espaço […] A produção literária dele está muito vinculada com a produção visual, porque você encontra construção de imagens tanto na literatura quanto na pintura.”, explica Sanzia.

Logo na entrada da galeria, uma das paredes recebe o poema “Ribeira”, publicado no livro de crônicas Guia Sentimental da Cidade de Natal (1984), no qual o artista transforma o bairro em metáfora da partida e da saudade: “É terra das despedidas, / Chão das partidas, / A quantos a viajar, / Nesse trem das madrugas, / Ou neste porto do rio.” A presença desses trechos aproxima o visitante do universo de Navarro e faz com que cada espaço da galeria reúna, em um mesmo ambiente, pintura, poesia e memória.

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Sanzia Pinheiro coordenou a pesquisa que reuniu obras de instituições públicas e coleções particulares, em parceria com Daniela Brito. – Foto: José Aldenir / Agora RN

Segundo Sanzia, a proposta curatorial foi evidenciar que a obra de Newton Navarro permanece atual, mesmo décadas após sua produção. “Como ele é um artista dos anos 40, nós queremos trazer essa atualidade dele, porque, como um artista moderno, ele é uma modernidade regionalista. A gente traz os vaqueiros, o mar, e Newton vai ser um dos responsáveis por construir essa identidade.”

Para construir esse percurso, a pesquisa contou com a colaboração da curadora Daniela Brito, cujo conhecimento sobre coleções particulares foi decisivo para reunir parte das obras. “Foi uma maravilha trabalhar com Daniela Brito. É uma pessoa que contribui demais na constituição desse trabalho, porque é um processo muito intelectual. Ela conhecia muitos colecionadores e onde estavam essas coleções privadas, que eu não conhecia”.

O artista que desenhou Natal

Nascido em Natal em 8 de outubro de 1928, Newton Navarro estabeleceu, desde a infância, uma relação profunda com a paisagem potiguar. O convívio diário com o litoral, os rios, os pescadores e as manifestações da cultura popular alimentou sua imaginação e moldou sua sensibilidade artística. Dessa vivência nasceu um universo estético singular, marcado por símbolos, cores e personagens que atravessaram sua obra e se tornaram uma das marcas mais reconhecíveis de suas produções.

Muito antes do conceito de artista multimídia se popularizar, Newton já transitava entre diferentes linguagens. Foi artista plástico, poeta, dramaturgo, cronista, contista e professor, tornando-se um dos pioneiros na introdução da estética modernista nas artes visuais do Rio Grande do Norte. Como cronista, escrevia para jornais locais com o olhar sempre voltado para os acontecimentos cotidianos, as transformações urbanas e a vida das pessoas comuns.

Sua formação artística também dialogou com alguns dos principais nomes da arte brasileira e internacional. Estudou pintura com Lula Cardoso Ayres, frequentou o ateliê de Hélio Feijó, no Recife, aperfeiçoou-se em gravura com Oswaldo Goeldi e aprofundou seus estudos em pintura com André Lhote. Essa formação ampliou seu repertório sem afastá-lo das raízes potiguares, que permaneceram como principal matéria-prima de sua criação.

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Exposição reúne trabalhos provenientes de acervos públicos, institucionais e coleções particulares. – Foto: Canindé Soares

Além da produção artística, Navarro teve papel decisivo na formação da cena cultural potiguar. Fundou a Escolinha de Arte Cândido Portinari, em Natal, dirigiu a Galeria de Arte da Prefeitura e realizou exposições em cidades como Recife, Rio de Janeiro, Lisboa, Paris e Washington, levando a produção potiguar para além das fronteiras do estado e do país.

Na década de 1960, durante o movimento das “Praças da Cultura”, promovido pelo então prefeito Djalma Maranhão, destacou-se como um dos principais articuladores da vida cultural da capital. Organizou exposições coletivas, incentivou novos artistas e ajudou a criar espaços voltados à difusão das artes visuais, da literatura e da produção cultural local, consolidando-se como uma das figuras centrais da modernização artística do Rio Grande do Norte.

Essa relação afetiva com Natal atravessa toda a sua obra. Em pinturas e textos, Newton não apenas retratou a cidade, mas ajudou a construir uma maneira de enxergá-la. A Cidade Alta, o Potengi, o mar e seus personagens transformaram-se em símbolos recorrentes de uma produção que buscava registrar a memória, os costumes e a identidade potiguar. Essa conexão aparece sintetizada no poema “Cidade Alta”, publicado em Guia Sentimental da Cidade de Natal (1984): “Terno coração de pedra, / mas, / pedra de sentimento, / que de tanto amor / em duro granito se tornou.” Não por acaso, a escolha do Centro Histórico para sediar a galeria que leva seu nome reforça o vínculo entre sua obra e os lugares que inspiraram sua criação.

Para Iracy Azevedo, a exposição representa um reconhecimento que demorou décadas para acontecer. “Nós estamos homenageando o homem, o artista, o poeta, o escritor e o dramaturgo que mais amou Natal. Isso é uma homenagem por tudo que ele fez para Natal, pela sua obra que representa diuturnamente a cidade que ele amou. […] É um reconhecimento que Natal precisa prestar a esse grande artista. Além de trazê-lo para perto da gente, é uma homenagem merecida, respeitosa e já atrasada.”

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Cadernos originais, livros e reportagens ajudam a reconstruir o processo criativo de Newton Navarro. Foto: José Aldenir / Agora RN

Newton Navarro morreu em 8 de março de 1992, em Natal, sem deixar filhos, mas deixou uma herança artística que permanece presente na memória da cidade. Em 2007, seu nome passou a batizar a ponte que liga a Zona Norte ao restante da capital, um dos principais cartões-postais de Natal. A homenagem simboliza a ligação permanente entre o artista e a cidade que ele retratou durante toda a vida. Hoje, seu legado permanece vivo em pinturas, poemas, crônicas e desenhos que continuam revelando diferentes formas de olhar para Natal. Com a reabertura da Galeria Newton Navarro, esse patrimônio artístico volta a ocupar um espaço dedicado à sua preservação e difusão, permitindo que novas gerações conheçam aquele que ajudou a desenhar, em palavras e imagens, a identidade cultural potiguar.

Cultura como política para o Centro Histórico

As portas da Galeria Newton Navarro voltaram a se abrir, e o gesto ultrapassa a retomada de um espaço cultural. Em um dos trechos mais antigos de Natal, onde casarões, fachadas e ruas carregam parte da memória da capital, a reabertura da galeria integra uma política que aposta na cultura como instrumento de ocupação permanente do Centro Histórico. Mais do que restaurar edifícios, a proposta busca devolver circulação de pessoas, ampliar o acesso ao patrimônio e incorporar a produção artística à rotina da cidade.

A estratégia faz parte de um conjunto de intervenções conduzidas pela Prefeitura do Natal para recuperar espaços culturais. Depois da Galeria Newton Navarro, a previsão é concluir ainda este ano as obras do Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão, na Ribeira, além de intervenções no espaço destinado ao Balé da Cidade. A ideia, segundo Iracy Azevedo, é criar uma sequência de equipamentos públicos em funcionamento contínuo, capazes de manter o Centro Histórico em atividade durante diferentes períodos do dia.

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Fragmentos da produção literária dialogam com as pinturas e aproximam o visitante do universo de Newton Navarro. – Foto: Victor Santos

“Terminando aqui, vamos para o balé e seguidamente para o museu. Então, isso é revitalizar através de ações produtivas e contundentes, vibrantes e que podem ser utilizadas diuturnamente”, conta.

Para Iracy, museus, galerias e centros culturais exercem uma função que vai além da preservação artística. Eles também atuam como elementos de transformação urbana, estimulando a permanência de moradores, visitantes e turistas em uma área que há décadas enfrenta esvaziamento.

“A Cidade Alta faz parte do Centro Histórico que todo mundo está lutando para reviver. A Funcarte é um prédio tombado e, abrindo a galeria hoje, a gente coloca à disposição do turista e do natalense um espaço para ser visitado e para que o Centro volte a ter movimento.”

A ocupação cultural também passa pela formação de novos públicos. Entre as ações previstas está um programa de visitas voltado para estudantes das redes municipal e estadual de ensino. “Nós estamos fazendo uma programação com as escolas municipais e estaduais para que visitem. Primeiro, o Centro Histórico como Centro Histórico. Segundo, com a galeria como instrumento de educação e cultura”, conta a secretária de Cultura.

Segundo Iracy, a experiência pretende aproximar os alunos da produção artística potiguar e da história da cidade. “Para que eles saibam o que são artes visuais, saibam quem foi Navarro, saibam que existe uma cidade que eles não conhecem, que é a cidade histórica de Natal.”

A relação entre patrimônio e desenvolvimento também é defendida pelo secretário municipal de Turismo, Sanclair Solon. Para ele, a reabertura da Galeria Newton Navarro representa um movimento que aproxima cultura, economia criativa e atividade turística, seguindo uma lógica adotada por cidades que transformaram seus centros históricos em polos permanentes de visitação.

“A Galeria Newton Navarro representa muito mais do que a inauguração de um novo equipamento cultural; ela simboliza um passo estratégico na revitalização do Centro Histórico de Natal e na consolidação de um modelo de turismo que valoriza a identidade e a memória da cidade. Os grandes destinos turísticos do mundo compreenderam que preservar o patrimônio histórico e investir em cultura é também promover desenvolvimento econômico, fortalecer a economia criativa e ampliar a experiência dos visitantes. É exatamente essa visão que buscamos para Natal.”, conta.

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Presidente da Funcarte e secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo, afirma que a reforma preparou a galeria para receber exposições de diferentes formatos com acessibilidade. – Foto: Victor Santos

Segundo o secretário, a escolha de Newton Navarro como patrono do espaço também fortalece a identidade cultural da capital. “Ao homenagear um dos maiores artistas potiguares, cuja obra retrata com sensibilidade nossa paisagem, nosso povo e nossas tradições, a galeria reforça o sentimento de pertencimento dos natalenses e cria um novo atrativo para quem deseja conhecer a história e a riqueza cultural da capital.”

Sanclair Solon avalia que a ocupação permanente dos equipamentos culturais também produz reflexos econômicos sobre o entorno, ampliando a circulação de pessoas e beneficiando diferentes segmentos ligados ao turismo.

“Além de fomentar exposições, eventos e atividades artísticas, o espaço contribui para aumentar o fluxo de pessoas na Ribeira e na Cidade Alta, impulsionando restaurantes, comércio, artesanato e os diversos profissionais que integram a cadeia produtiva do turismo. A revitalização do Centro Histórico passa, necessariamente, pela ocupação qualificada de seus espaços e pela valorização da cultura como instrumento de transformação urbana.”

A percepção é compartilhada pelo presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA), Matheus Feitosa, que vê na reabertura uma oportunidade de ampliar o acesso da população a um patrimônio artístico que permaneceu por anos distante do público. “É um espaço tão importante, que há décadas existe, valorizando a cultura de Newton Navarro. A gente consegue aprender ainda mais sobre as nossas raízes e sobre a nossa cidade.”

Ele observa que parte significativa das obras pertence ao acervo da Prefeitura, mas permanecia pouco conhecida pelos próprios natalenses. “Tudo isso que está sendo exposto aqui é um acervo da Prefeitura e que muitas vezes a gente não tem acesso.”

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Público percorre exposição que marca a retomada da Galeria Newton Navarro no Centro Histórico de Natal. – Foto: Victor Santos

Para Manoel Onofre Neto, membro do Conselho Estadual de Cultura, a reabertura reposiciona a galeria como um espaço de referência para as artes visuais no estado. Segundo ele, a exposição inaugural reúne obras provenientes de coleções públicas e privadas que ajudam a apresentar diferentes fases da trajetória de Newton Navarro. “Natal e Rio Grande do Norte ganham um novo espaço, que não é tão novo assim, mas aparece repaginado, aparece com força e com a força de Newton Navarro.”

Ele acrescenta: “Aliás, o patrono da galeria, Newton Navarro, é o próprio artista, que reabre em grandessíssimo estilo, juntando o que há de melhor do artista, de coleções privadas e públicas, numa amostra significativa da trajetória desse que, sem dúvida, é um dos maiores artistas do Rio Grande do Norte.”

Aberta de terça-feira a domingo, das 9h às 16h, com entrada gratuita, a Galeria Newton Navarro retoma sua função como espaço permanente das artes visuais em Natal. Ao reunir preservação patrimonial, pesquisa curatorial, acesso público e programação cultural, o equipamento volta a integrar o cotidiano do Centro Histórico, reforçando uma política que utiliza a cultura como instrumento de preservação da memória. Em uma cidade que busca revitalizar seu Centro Histórico, a galeria devolve à Cidade Alta um espaço de convivência e memória.

Confira a reportagem: