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Heitor Gregório

Styvenson: o maior adversário dele mesmo

Confira a coluna de Heitor Gregório desta sexta-feira 2
Heitor Gregório
02/05/2025 | 08:51

Styvenson Valentim foi eleito senador em 2018 como um verdadeiro outsider. O capitão da Polícia Militar derrotou de uma vez só dois ex-governadores: Garibaldi Filho e Geraldo Melo. Foi eleito como símbolo do “novo”, com um discurso contra os velhos costumes políticos. A intolerância é explícita em suas falas, assim como a arrogância de quem fazia questão de afirmar após eleito: “Não pedi o voto de ninguém para chegar até aqui”.

Com o tempo, no entanto, Styvenson passou a ser visto sob outra ótica. A narrativa de que o senador teria “amaciado” seu perfil ganhou força. Teria nascido um Styvenson mais político, tanto que em apenas sete anos de vida pública já está em seu terceiro partido. Da Rede foi para o Podemos e depois para o PSDB, o que garantiu aos tucanos a volta da liderança no Senado Federal. Além disso, passou a utilizar com maestria as emendas parlamentares, fortalecendo sua relação com os prefeitos e presença nos municípios.

Styvenson Valentim CREA RN (1)
Senador Styvenson Valentim (PSDB). Foto: José Aldenir/Agora RN

De repente, Styvenson emite sinais de que permanece o mesmo. Seu comportamento, ao se envolver em novas polêmicas, leva a crer que o senador continua temperamental e intolerante. Recentemente, recebeu a deputada estadual Terezinha Maia (PL) sem sapatos em seu gabinete no Senado Federal, gerando questionamentos: como militar, ele exercia a função descalço no quartel?

Poucos dias depois, disparou críticas ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União). O motivo? Styvenson enviou emenda para a construção de um hospital infantil, e a obra foi embargada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, pois não tinha sequer pedido de alvará de construção. Exaltado nas redes sociais, o senador disse: “Só pode ser coisa do mal”.

Portanto, a diferença entre o Styvenson de 2018 e o de 2026 é que ele vem turbinado pelo mandato e pelas benesses de senador. Líder de todas as pesquisas até aqui, o seu maior adversário continua sendo ele mesmo.

Disputa entre RN e Ceará

Tem gerado tensão uma disputa de área entre os municípios de Tibau (RN) e Icapuí (CE), exatamente no limítrofe entre os dois Estados. O município cearense teria instalado uma placa de divisa em uma área que o município potiguar já considera nossa e daí surge o impasse, que precisará ser resolvido nos próximos dias. É aguardar para ver quem vai ser o mediador.

Critério pesquisa

O ex-senador José Agripino (União) visitou nesta semana o senador Rogério Marinho (PL). Estava acompanhado do prefeito de Natal, Paulinho Freire, da primeira-dama Nina Souza e do deputado federal Benes Leocádio, todos do União Brasil. Agripino sugeriu que uma pesquisa seja o critério para definir o candidato a governador da oposição em 2026. “Por pesquisa, Paulinho seria prefeito de Natal?”, questionou Rogério.

Chegada

A partir de hoje, tenho a honra de fazer parte do AGORA RN e de assumir com você, leitor, o compromisso de trazer, sempre às quartas e sextas-feiras, informações exclusivas dos bastidores da política potiguar. Serão análises, sinais e movimentos que muitas vezes escapam ao olhar público, mas que revelam o que realmente está por trás das articulações, disputas e decisões que moldam os rumos do Estado. A política como ela acontece será nosso ponto de encontro fixo duas vezes por semana.

Nem direita, nem esquerda

Pelo menos até aqui, os líderes das pesquisas para o Governo e Senado, respectivamente, Allyson Bezerra e Styvenson Valentim, não se consideram direita nem esquerda. Não são Lula nem Bolsonaro. Um indicativo de que a disputa local em 2026 não será nacionalizada? O tempo vai dizer.

Fator Lula

O presidente Lula (PT) tem uma média de aprovação acima de 55% no RN, dizem as pesquisas. É verdade que já foi bem mais alta em tempos passados. Mas Lula, sem dúvida, é um cabo eleitoral forte para o pré-candidato a governador Cadu Xavier (PT) e para a pré-candidata a senadora Fátima Bezerra (PT).

Federação União Progressista no RN

Logo após a oficialização da Federação União Progressista, os primos José Agripino (União) e João Maia (PP), reconhecidos como competentes estrategistas políticos, tiveram uma conversa ainda em Brasília sobre 2026, cenários de majoritária e a disputa proporcional. As testemunhas foram o prefeito Allyson Bezerra (Mossoró) e o deputado federal Benes Leocádio (União).