O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) rebateu as acusações de que os protestos do Movimento Sem Terra (MST) no Rio Grande do Norte estão sendo articulados pelo Partido dos Trabalhadores, após os petistas terem rompido politicamente com o governador Robinson Faria (PSD). Mineiro ironizou, dizendo que acha “graça” dessas acusações, segundo ele feitas por quem está “desinformado” e não consegue analisar o que acontece nos estados vizinhos.
“Eu acho graça, porque o MST está fazendo uma jornada nacional e o governo Robinson não existe em todo o Brasil. A jornada se chama o Abril Vermelho, relacionada aos 20 anos do massacre de Eldorado dos Carajás”, explicou o deputado em entrevista ao Agora TV.

Ele acrescenta que o MST já foi várias vezes bater na porta da Governadoria, mesmo quando o PT fazia parte do governo. “Eu inclusive ajudei a intermediar diálogos do governador Robinson com o MST”, lembra. A única diferença agora, na visão do parlamentar, é que o PT não está mais no governo para intermediar os pleitos do movimento.
Fernando Mineiro foi abordado ainda sobre o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) que se encontra o Senado. Para o deputado, o processo trata-se de um “golpe articulado” que envolve setores empresariais que têm seus interesses contrariados pelo governo do PT, com o apoio de setores da mídia, a maioria do Parlamento e ainda o aparato judiciário e policial.
“Engana-se quem pensa que o que está acontecendo no Brasil não tem interesses muito maiores por trás, os interesses de grandes grupos nacionais e grupos internacionais, com a centralidade, por exemplo, da questão do pré-sal, das questões das relações de trabalho, nas questões da entrega do patrimônio público”, analisa.
O deputado criticou o programa “Uma Ponte para o Futuro”, lançado pelo PMDB, que ele classificou como sendo, na verdade, “uma ponte para o passado”, já que o mesmo programa foi lançado pelo PMDB em outubro de 2015.
O parlamentar também voltou a defender a presidente Dilma das acusações que pesam contra ela no processo de impeachment. “Primeiro que não tem nenhuma denúncia de corrupção da Dilma e ela, é incrível, é julgada por corruptores, por corruptos. Então não tem denúncia contra ela, tem pedaladas fiscais, que se usa desse artifício em todo o Brasil, inclusive nos governos do Rio Grande do Norte, nas prefeituras e você abre o seguinte precedente: a instabilidade administrativa no Brasil”.
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