O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) resolveu se manifestar nesse domingo 18 sobre a investigação aberta pelo MPF (Ministério Público Federal) contra Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente é acusado de ter praticado violência política de gênero ao chamar mulheres petistas de “feias e incomíveis” em um vídeo divulgado nas redes sociais.
No Instagram, Nikolas repostou uma notícia sobre o caso e ironizou a situação. “Se isso for crime, somos todos criminosos”, escreveu nos stories.

Em março, segundo o site NDMais, o deputado mineiro já tinha se manifestado sobre a investigação da declaração “feias e incomíveis”. Durante um discurso no ato pró-Bolsonaro em Copacabana, no Rio, ele afirmou: “Agora é obrigado a achar petista bonita? Como diz o pastor Silas Malafaia, vai ver se eu estou lá na esquina”.
Ainda na data, ele afirmou que o MPF está “preocupado porque o Bolsonaro falou que toda mulher petista é feia”, em vez de combater o crime organizado, corrupção e lavagem de dinheiro.
O que está em jogo contra Bolsonaro
A investigação foi aberta pelo MPF do Distrito Federal depois que Bolsonaro apareceu em um vídeo, em março deste ano, afirmando que apoiadoras do PT seriam “feias e incomíveis”.
“Você pode ver, não tem mulher bonita petista. Só tem feia. Às vezes, acontece, quando estou no aeroporto, alguém me xinga. Mulher, né? Olho para a cara dela: ‘nossa, mãe… Incomível’”, declarou o ex-presidente.
Segundo o MPF, o inquérito vai durar um ano e pretende “apurar possíveis violações de direitos humanos fundamentais, de natureza cível, praticadas contra mulheres, decorrentes de declarações discriminatórias e misóginas”. O órgão avalia se houve dano moral coletivo e social.
Denúncia e próximos passos
A apuração do caso “feias e incomíveis” foi aberta a partir de uma denúncia encaminhada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Agora, o MPF fará diligências para decidir que medidas poderão ser adotadas contra Bolsonaro.
Enquanto isso, o ex-presidente segue em prisão domiciliar em Brasília há quase duas semanas. Ele foi detido por ordem de Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), após descumprir determinações judiciais.