A atividade da indústria da construção no Rio Grande do Norte permaneceu desaquecida em janeiro de 2026, completando sete meses consecutivos de retração, segundo a Sondagem Indústria da Construção divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
O indicador de nível de atividade avançou de 35,1 para 38,7 pontos entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Apesar da alta, o índice segue abaixo da linha divisória de 50 pontos — que separa retração de expansão —, sinalizando continuidade do cenário negativo, ainda que menos intenso.

Na comparação anual, o indicador está 2,2 pontos abaixo do registrado em janeiro de 2025 (40,9 pontos) e 4,9 pontos inferior à média histórica da série, atualmente em 43,6 pontos.
O índice que mede a evolução do número de empregados apresentou movimento semelhante. Houve alta de 2,5 pontos, passando de 45,2 para 47,7 pontos em janeiro. Ainda assim, o resultado permanece abaixo de 50 pontos, indicando manutenção do processo de retração no mercado de trabalho do setor, embora em ritmo mais moderado.
Mesmo com a atividade corrente enfraquecida, os empresários da construção potiguar demonstram otimismo para os próximos seis meses. Em fevereiro de 2026, os indicadores de expectativa para nível de atividade, novos empreendimentos e serviços, compra de insumos e matérias-primas e número de empregados atingiram 59,3 pontos — todos acima da linha de 50 pontos, o que indica perspectiva de expansão. A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) registrou recuo de 6 pontos percentuais na passagem de dezembro para janeiro, ao cair de 46% para 40%.