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Desempenho

Construção no RN segue em retração pelo sétimo mês, mas empresários projetam retomada no 1º semestre

Indicador de nível de atividade avançou de 35,1 para 38,7 pontos entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026
Redação
05/03/2026 | 07:39

A atividade da indústria da construção no Rio Grande do Norte permaneceu desaquecida em janeiro de 2026, completando sete meses consecutivos de retração, segundo a Sondagem Indústria da Construção divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

O indicador de nível de atividade avançou de 35,1 para 38,7 pontos entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Apesar da alta, o índice segue abaixo da linha divisória de 50 pontos — que separa retração de expansão —, sinalizando continuidade do cenário negativo, ainda que menos intenso.

Construção civil
A construção civil vive momento de retração, porém, com boas perspectivas - Foto: José Aldenir / AgoraRN

Na comparação anual, o indicador está 2,2 pontos abaixo do registrado em janeiro de 2025 (40,9 pontos) e 4,9 pontos inferior à média histórica da série, atualmente em 43,6 pontos.

O índice que mede a evolução do número de empregados apresentou movimento semelhante. Houve alta de 2,5 pontos, passando de 45,2 para 47,7 pontos em janeiro. Ainda assim, o resultado permanece abaixo de 50 pontos, indicando manutenção do processo de retração no mercado de trabalho do setor, embora em ritmo mais moderado.

Mesmo com a atividade corrente enfraquecida, os empresários da construção potiguar demonstram otimismo para os próximos seis meses. Em fevereiro de 2026, os indicadores de expectativa para nível de atividade, novos empreendimentos e serviços, compra de insumos e matérias-primas e número de empregados atingiram 59,3 pontos — todos acima da linha de 50 pontos, o que indica perspectiva de expansão. A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) registrou recuo de 6 pontos percentuais na passagem de dezembro para janeiro, ao cair de 46% para 40%.