A crise da saúde pública do Rio Grande do Norte ganhou um novo capítulo de denúncias e críticas duras no plenário da Assembleia Legislativa. O deputado estadual Luiz Eduardo (Solidariedade) afirmou que o Estado vive “um colapso completo”, atribuindo à governadora Fátima Bezerra (PT) e ao secretário de Saúde, Alexandre Motta, a responsabilidade por uma gestão “desorganizada, sem comando e sem compromisso com o povo”.
Em pronunciamento contundente, o parlamentar descreveu um cenário de caos em todas as regiões. “O governo Fátima mergulhou o Estado em uma crise profunda, um colapso que atinge a saúde, a economia e a dignidade dos potiguares”, disse. Para Luiz Eduardo, o sistema de saúde potiguar se tornou símbolo da falência administrativa da atual gestão. “A saúde pública é um caos completo”, afirmou.

O deputado citou casos concretos para ilustrar o que chama de “abandono e descaso” na administração estadual. Um dos mais graves, segundo ele, é o do idoso Agenor Tomás Pereira, de 91 anos, internado em Santa Cruz e entubado há dias à espera de uma vaga de UTI. “Mesmo com uma decisão judicial determinando sua transferência imediata, o Estado exigiu três orçamentos de hospitais particulares antes de agir”, denunciou.
Luiz Eduardo também apontou para o colapso da rede materno-infantil em Mossoró, onde os atendimentos obstétricos foram paralisados por falta de pagamento aos profissionais. Em Natal, o parlamentar citou o caso de um paciente com traumatismo craniano que desapareceu do Hospital Walfredo Gurgel e foi encontrado morto nas ruas da cidade. “Isso mostra o descontrole absoluto”, criticou.
“O governo Fátima fracassou. Fracassou na saúde, nas finanças, na educação e com os pensionistas, com o povo potiguar. O RN precisa de um governo que funcione, que respeite as pessoas. O que temos hoje é incompetência e abandono”, concluiu o deputado.